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terça-feira, 4 de maio de 2010

Dom da Palavra de Sabedoria

"A um é concedido por meio do Espírito, a linguagem da sabedoria" (1Cor 12,8)

A palavra de sabedoria é a manifestação sobrenatural da sabedoria de Deus. Não se trata do resultado de qualquer esforço humano em se conhecer a sabedoria divina (1Co 2.4,6), nem tão pouco de nosso crescimento espiritual. É um dom de Deus. É senão a aplicação prática e o reto uso do dom de ciência. O dom da ciência apresenta-nos um panorama da situação e com o dom da sabedoria o Senhor nos revela qual deve ser o nosso comportamento em cada situação.

O dom da ciência é mera informação sobrenatural; o dom da sabedoria incentiva o desenvolvimento prático que se deve seguir. Com o dom da ciência o Espírito Santo nos faz ver, com o dom da sabedoria ele nos leva a agir.

É dom de Deus, não se trata portanto da sabedoria humana, fruto da inteligência e da experiência. É manifestação do Espírito; por isso não é habilidade humana nem sagacidade, esperteza ou diplomacia.

Notemos que existe também uma diferença entre o dom da linguagem da sabedoria e o dom comum da sabedoria. Este último é o dom que nos faz encarar e apreciar a deus da maneira mais objetiva possível, ou em outras palavras: faz despertarem nós o gosto pelas coisas de Deus. A linguagem da sabedoria por sua vez, é um dom de Espírito que nos mostra o modo de agir para mantermos em dia o plano de Deus, conhecido mediante o dom da ciência.

É o dom que nos faz dar respostas acertadas em caso de sermos levados aos tribunais. Em tais situações não devemos preocupar-nos com o que haveremos de dizer porque o Espírito falará por nós (Mt 10,19). É este o dom que devemos usar quando temos decisões difíceis para tomar e problemas árduos para resolver. O rei Salomão foi agraciado com esse dom quando teve de julgar qual das mulheres era a mãe da criança. É o dom negado aos soberbos e reservado aos humildes: "louvo-te e agradeço-te, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos simples" (Lc 10,21). "Arruinarei a sabedoria dos sábios, e frustrareis a inteligência dos inteligentes (1Cor 1,19). Os soberbos chefes do Sinédrio "não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que Estevão falava"(At 6,8)

Os que receberam este dom não significa que são mais sábios que os outros. Jesus prometeu aos seus discípulos: “boca e sabedoria a que não poderão resistir, nem contradizer todos quantos se vos opuserem” (Lc 21.15). Esse dom vai além da sabedoria e preparo humano. Mas é preciso salientar que a sabedoria se divide em três tipos:

a) Sabedoria humana – Lc 14.28-33; 1Co 2.6

b) Sabedoria satânica – Tg 3.14-16

c) Sabedoria Divina – Tg 3.17; 1Co 2.7

São Ciríaco


Segundo um antigo texto da tradição cristã, do século IV, um hebreu de nome Judas teria ajudado nos trabalhos para encontrar a cruz de Cristo na cidade de Jerusalém, promovidos pelo bispo e pela rainha Helena, que era cristã e mãe do então imperador Constantino. Esse hebreu se converteu e se tornou um sacerdote, tomando o nome de Ciríaco, que em grego significa "Patrício", nome comum entre os romanos.

Mais tarde, após ter percorrido as estradas da Palestina, ele foi eleito bispo de Jerusalém, e aí teria sido martirizado, junto com sua mãe, chamada Ana, durante a perseguição de Juliano, o Apóstata.

Essa seria a história de são Ciríaco, que comemoramos hoje, não fosse a marca profunda deixada por sua presença na cidade italiana de Ancona, em Nápolis. A explicação para isto encontra-se no Martirológio Romano, que associou os textos antigos e confirmou sua presença em ambas as cidades. A conclusão de sua trajetória exata é o que veremos a seguir.

Logo que se converteu, para fugir à hostilidade dos velhos amigos pagãos, Ciríaco teria abandonado a Palestina para exilar-se na Itália, fixando-se em Ancona. Nessa cidade ele foi eleito bispo, trabalhando, arduamente, para difundir o cristianismo, pois o Edito de Milão dava liberdade para a expansão da religião em todos os domínios do Império.

Após uma longa vida episcopal, Ciríaco, já idoso, fez sua última peregrinação à cidade de Jerusalém, onde fora bispo na juventude, para rever os lugares santos. E foi nesse momento que ele sofreu o martírio e morreu em nome de Cristo, por ordem do último perseguidor romano, Juliano, o Apóstata, entre 361 e 363.

Os devotos dizem que suas relíquias chegaram ao porto de Ancona trazidas pelas ondas do mar. Essa tradição é celebrada, no dia 4 de maio, na catedral de Ancona, onde são distribuídos maços de junco benzidos.

Na realidade, as relíquias de são Ciríaco retornaram à cidade durante o governo do imperador Teodósio, entre 379 e 395, graças à sua filha, Gala Plácida, que interveio favoravelmente junto às autoridades, conseguindo o que a população de Ancona tanto desejava.

A memória desse culto antiqüíssimo a são Ciríaco pode ser observada pelos monumentos, das mais remotas épocas, que existem, em toda a cidade, com a imagem do santo. Aliás, são Ciríaco foi escolhido como o padroeiro de Ancona e a própria catedral, no século XIV, foi dedicada a ele, mudando até o nome. Essa majestosa igreja, que domina a cidade do alto das colinas do Guasco, é vista por todos os que chegam em Ancona por terra ou por mar, mais um tributo à são Ciríaco, por seu exílio e vida episcopal.

São Ciríaco, rogai por nós!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Dom da Palavra de Ciência

"A um é concedida por meio do Espírito, a linguagem da ciência" (1Co 12.8).

O dom da palavra de ciência é a capacidade sobrenatural que propicia uma visão além da esfera material. É a penetração na ciência de Deus (Ef 3.3). Mesmo que muitos confundam a sabedoria e o conhecimento (ciência), há uma diferença entre as duas: sabedoria – é o conhecimento em ação; ciência – é o conhecimento em si. Mas de acordo com a Bíblia a sabedoria e a ciência devem andar juntas (Ef 1.17-19). Também se difere do dom da profecia, pois este é uma mensagem expressa em palavras na língua vernáculo ou em línguas desconhecidas, já a linguagem da ciência tem como característica também uma mensagem, porém interior, inspirada pelo Espírito Santo, revelando conhecimento à respeito de pessoas, de circunstâncias ou de verdades bíblicas. Não se identifica também com o dom do discernimento dos espíritos, visto que este se endereça a sujeitos determinados, ou seja, aos espíritos, ao passo que a palavra de ciência toma qualquer direção.

Este carisma não diz respeito a bagagem cultural que adquirimos através do estudo e onde aplicamos a nossa inteligência e a nossa vontade. Não se trata também do conhecimento de Deus e das realidades divinas, adquirido mediante o estudo da filosofia e da teologia. Este dom não se adquire através de especulações intelectuais. O que, porém, é verdadeiro, é que ele alcança a inteligência, graças à revelação por parte do Espírito Santo. São Paulo chama-o "linguagem" ou "palavra da ciência". Em grego encontramos o vocábulo "logos", que não significa necessariamente emissão de som ou fenômeno vocal mas, antes, pensamento. Por linguagem da ciência entendemos, portanto, um conhecimento intelectual, mas não necessariamente expresso por palavras. No nosso caso, este conhecimento alcançou a nossa mente, não através das vias normais do raciocínio ou da percepção, mas mediante uma revelação. Podemos, pois definir o dom da linguagem da ciência como uma revelação sobrenatural relativa a situações, fatos, eventos passados, presentes, ou futuros, não conhecidos por meios humanos. Podemos considerar este dom como um fragmento da onisciência de Deus, revelado à nossa inteligência e concernente a um fato determinado.

Poderíamos, ainda, chamá-lo de diagnóstico que Deus faz de um fato, de um problema, de um estado de espírito, de uma situação e cujo resultado é comunicado à nossa mente. Esse dom torna-nos capazes de compreender o profundo significado sa Sagrada Escritura, através de uma iluminação sobrenatural sobre os pensamentos de Deus, contidos nas palavras inspiradas. Esse dom faz com que a nossa inteligência penetre nas verdades divinas sem que empreguemos o esforço do raciocínio.

Podemos identificar esse dom, quando ao profeta Natan foi revelado o pecado de Davi com Bersabéia e ao profeta Eliseu foi mostrado, através de uma visão, o lugar onde se encontravam os inimigos, podendo assim salvar o povo de Deus. Ananias também teve uma visão que lhe adiantou a conversão de Saulo.

Também Jesus exerceu esse dom. Revelou os pecados do paralítico e a vida passada da mulher samaritana. Viu Natanael debaixo da figueira, a traição de Judas, a negação de Pedro e a fuga dos apóstolos na hora da paixão.

Hoje, este dom está reaparecendo nos grupos carismáticos. Podemos ter o testemunho pessoal ao ver curas serem reveladas, ou mesmo acontecimentos passados, presentes ou futuros.

Homens e mulheres segundo o coração de Deus


Homens e mulheres segundo o coração de Deus, a Sagrada Escritura nos pede isso o tempo todo. Ser um homem segundo coração de Deus nada mais é do que viver aquilo que o Senhor sonha para nós. E viver segundo os sonhos d’Ele é ser feliz. Ser feliz não é tão difícil quanto parece; somos nós que procuramos a felicidade nos lugares errados. Hoje nós vamos encontrar o caminho da felicidade ensinado pelo Apóstolo Paulo:

“Passo agora a tratar dos assuntos sobre os quais me escrevestes: ‘É bom para o homem abster-se de mulher’. Entretanto, para não cair em imoralidade sexual, tenha cada qual a sua mulher, e cada mulher, o seu marido. Cumpra o marido o seu dever conjugal para com a esposa, e a esposa, do mesmo modo, para com o marido. Não é a mulher que dispõe de seu corpo, mas o seu marido. Do mesmo modo, não é o marido que dispõe de seu corpo, mas a sua mulher” (I Coríntios 7, 1-4).
O primeiro passo para a felicidade é viver bem a sua vocação. Viver bem o estado de vida no qual você está. São Paulo nos explica sobre o matrimônio, duvido que quem vive no adultério viva a felicidade. A infidelidade na sua vida traz infelicidade. É simples, mas é o principal passo.

“Um já era circuncidado quando foi chamado? Que não disfarce a sua circuncisão. Outro era incircunciso ao ser chamado? Que não se faça circuncidar. Ser ou não circuncidado não tem importância alguma. O que conta é a observância dos mandamentos de Deus. Continue cada um na condição em que se achava quando foi chamado” (I Coríntios 7, 18-20).

Se o primeiro passo é viver bem o meu estado de vida, o segundo passo é reconciliar-se com seu passado. Não tem como mudar o que aconteceu, não adianta brigar com seu passado. Existe muita gente que não assume sua fé, porque não se reconcilia com sua história. Todos nós precisamos nos reconciliar com nossa história e testemunhar Jesus nela [nossa história.] As nossas histórias, sejam quais forem, precisam caminhar em direção a Jesus Cristo.

“Eras escravo quando foste chamado? Não te preocupes com isso. Se também puderes tornar-te livre, vê o que é mais proveitoso. Pois quem era escravo, quando foi chamado no Senhor, é um liberto do Senhor. Do mesmo modo, quem era livre, quando foi chamado, é um escravo de Cristo. Realmente, fostes comprados! Não vos torneis, pois, escravos de seres humanos. Irmãos, continue cada um diante de Deus na condição em que se achava quando foi chamado” (I Coríntios 7, 21-24).

O terceiro passo nada mais é do que assumir o nosso lugar no mundo. Assuma o seu lugar como cristão, assuma a sua vocação. Nós abandonamos o Senhor muito facilmente e, às vezes, nos tornamos escravos do pecado. É justamente porque somos escravos de alguns pecados que precisamos recorrer a Cristo.

Nós somos livres, só que não tão livres assim, porque quem nos deu a liberdade foi Jesus e temos de vivê-la de acordo com Ele e não essa liberdade pregada pelo mundo. Viver essa liberdade que estão pregando por aí é viver a pior das escravidões.

O quarto passo é a conversão. Se eu já assumi minha condição, me reconciliei com meu passado e assumi meu lugar no mundo, agora preciso de conversão. Conversão na nossa vida é fazer uma opção para outro caminho. Porque em vez de mudarmos do mau caminho, insistimos em permanecer no erro. Pergunte a Jesus que caminho tomar e Ele vai lhe mostrar. Se a estrutura da sua vida continuar a mesma os pecados vão continuar os mesmos. Mudando a estrutura da vida não deixamos o pecado “pegar a gente na curva”. A Igreja nos ensina que existem duas conversões, a primeira é aquela de quem não conhece Jesus e, passando a conhecê-Lo, se converte. A segunda conversão é quando você muda de caminho, quando percebe que não está seguindo o caminho do Senhor e decide mudar. Conversão atinge o nosso passado e o nosso futuro, porque você reconhece que não foi bom lá atrás e decide mudar lá na frente.

O último passo é quando eu dou uma resposta concreta ao amor que Jesus tem por mim. Uma reposta de amor, pois a base de tudo é o amor de Deus, que nos amou antes de mais nada. Assumindo esse amor que Jesus tem por nós, começamos a dar respostas diferentes diante de algumas situações. É só pelo amor que vamos encontrar o caminho da felicidade. Nós precisamos afirmar que nós cremos no amor.

São Paulo nos ensina, passa a passo, como buscar este caminho de verdadeira felicidade. Agora só depende de nós.

“Aspirai aos dons superiores. E agora, ainda vou indicar-vos o caminho mais excelente de todos. Se eu falasse as línguas dos homens e as dos anjos, mas não tivesse amor, eu seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine” (I Coríntios 12,31 e 13,1).

Jesus é o amor e o amor é um caminho. Precisamos encontrar o caminho do amor. Madre Teresa de Calcutá dizia que até para morrer precisamos encontrar o caminho do amor. Nós precisamos fazer uma opção, independentemente do que fizemos até hoje, de seguir o caminho de Jesus para sermos homens e mulheres completamente felizes. Responda a esta pergunta: Eu sou feliz? Se não é, pergunte a Jesus que caminho você deve seguir, qual é o caminho da felicidade. Talvez Ele não o mostre a você agora, mas confie e Ele lhe mostrará, pois Ele próprio é este caminho.


Fonte: http://blog.cancaonova.com/denisduarte/

São Filipe


Filipe nasceu em Betsaida, na Galiléia, e foi um dos primeiros discípulos de Jesus, tendo sido, anteriormente, discípulo de São João Batista. O seu nome ocupa sempre o quinto lugar nas listas dos apóstolos e é mencionado mais de uma vez no Evangelho.

Os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas dão-nos, de Filipe, somente o nome e o lugar do nascimento, mas João oferece-nos maiores particularidades sobre a sua personalidade. Os poucos elementos fornecidos pelo Evangelho permitem-nos esboçar o perfil espiritual do apóstolo Filipe, homem simples e aberto, primário e sincero, que gozou da intimidade espontânea com Jesus.

Ele era da mesma cidade de Pedro e André, e talvez fosse também pescador. As Sagradas Escrituras nos contam que Filipe, após ter sido chamado diretamente por Jesus, ao encontrar Natanael, mais tarde chamado de Bartolomeu, com certa euforia lhe comunica a notícia: "Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei e que os profetas anunciaram: é Jesus de Nazaré, filho de José" (Jo 1,45-46).

Em outra passagem, João nos conta que foi Filipe quem perguntou a Jesus, no dia do milagre da multiplicação dos pães, como faria para alimentar tanta gente com tão poucos pães. Também, noutra ocasião, quando se aproximaram dos apóstolos, alguns gregos que queriam ver mais de perto Jesus e recorreram diretamente a Filipe. Então, junto com André, transmitiram o pedido a Cristo, que os atendeu com benevolência (Jo 12,21-23).

A última intervenção dele aconteceu durante a última ceia. Os apóstolos escutavam, atentos, as palavras de despedida do Mestre quando Filipe lhe pediu um esclarecimento: "Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta". Jesus respondeu: "Filipe, há tanto tempo que convivo convosco e ainda não me conheceis? Quem me viu, viu o Pai. Não crês que eu estou no Pai e o Pai está em mim?" (Jo 14,8).

Nada sabemos dele depois da ressurreição. Segundo a tradição, ele foi enviado para pregar o Evangelho na Ásia Menor, onde patrocinou um fato prodigioso. Filipe teria sido obrigado a reverenciar o deus Marte, acendendo-lhe um incenso. Naquele instante, surgiu de trás do altar pagão uma cobra, que matou o filho do sacerdote-mor e mais dois comandados seus. Mas o apóstolo, com um gesto, os fez ressuscitar e matou a cobra. Esse e outros milagres de Filipe foram responsáveis pela conversão de muitos pagãos ao cristianismo.

Não se sabe, exatamente, como ou quando Filipe morreu. Mas o mais provável é que tenha sido crucificado em Gerápolis, no tempo do imperador Domiciano, talvez Trajano, aos oitenta e sete anos. Suas relíquias foram transportadas num dia 3 de maio e colocadas na igreja dos Apóstolos, em Roma, junto com as de são Tiago, o Menor. Por isso são Filipe é celebrado neste dia.