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domingo, 29 de agosto de 2010

Bíblia: Testamento de Amor


Nela, vamos encontrar os desejos e as intenções de Deus para conosco "Não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus" (Mateus 4,4).

A "Bíblia é o Livro dos livros. É a obra mais conhecida em todo o planeta. Também conta com o maior número de traduções dentre todas as obras existentes e está presente no maior número de nações. No entanto, nem sempre nos relacionamos com ela do jeito mais ideal. Estamos no início do mês de setembro, o conhecido e celebrado Mês da Bíblia. É mais uma oportunidade para examinarmos nossa vida e vermos qual é o valor que estamos dando a este livro tão especial e tão importante para todos os que seguem a Jesus, como Caminho, Verdade e Vida.

Bíblia: Testamento de amor!Este livro é um verdadeiro testamento. E o que é um testamento? É uma carta na qual se colocam as coisas mais íntimas, mais sinceras e mais profundas. É onde se fala com o coração e são relatados os "últimos" desejos de alguém. É onde o pai "divide" os bens entre os filhos e amigos. É o meio pelo qual nós fazemos pedidos e recomendações.
A Bíblia é o Testamento de Amor, a Carta de Amor que Deus Pai deixou para toda a humanidade. É nela que nós vamos encontrar os desejos e as intenções de Deus para conosco. É nela que podemos encontrar as recomendações e os tesouros que Deus tem para nos oferecer. Se nós não abrirmos a ela e não lermos esta "Carta de Amor", não ficaremos sabendo da amizade íntima que Deus quer ter conosco "desde o nascer ao pôr-do-sol".

Pedindo sempre a luz do Espírito Santo e vencendo toda e qualquer preguiça, busquemos ler com fé o Livro Sagrado. E a cada letra, a cada palavra, vamos perceber e ouvir a Voz de Deus que fala ao nosso coração. Nenhuma pessoa consegue sobreviver sem "arroz e feijão", ou seja, sem alimento. Da mesma forma que nenhum seguidor do Senhor consegue viver sem o Alimento da Palavra. Quanto mais intimidade tivermos com ela, tanto mais intimidade teremos com o próprio Senhor. E aí veremos as graças acontecerem como verdadeiros rios de Água Viva, porque a Bíblia é o grande, único e verdadeiro Testamento de Amor.

Fonte: http://www.sjose.com.br/

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Namorar é muito bom


Penso que toda pessoa deva ter alguém na vida para partilhar as suas alegrias e tristezas, conversar, brincar, descontrair-se. Algumas escolhem ter muitos amigos e por isso colocam nestas relacões de amizade estas possibilidades de partilha. Mas além dos amigos, outras se sentem atraídas por alguém em especial, que lhes causa certo desejo de estarem juntos, brotando sentimentos e emoções imotivadas quando se encontram, os olhos brilham, o coração bate mais forte: acontece o enamoramento, primeiro sintoma de um amor que pode amadurecer até um casamento feliz. Isso leva tempo e é preciso explorar bem todas essas emoções, cruzar isso com a razão, polvilhar com muito diálogo e uma partilha aberta e irrestrita de vida. A isso tudo podemos chamar de namoro, uma fase a vida de quem é chamado a viver com alguém, que começa e nunca termina, pois ao terminar o namoro, acabou o amor.
Muitos casamentos entram em crises profundas pela falta de namoro. Pensam que depois que estão casados, portanto, morando juntos, isso ficou para trás. Mas é exatamente o contrário, a fase mais extraordinária do namoro é o casamento. O matrimônio proporciona a melhor hora de namorar e namorar muito se os cônjuges buscam ocasiões para estarem juntos e apreciarem a presença um do outro, passear e conversar muito, fazer planos para o futuro e para os filhos, descontrair, beijar e amar-se profundamente.
Essa é uma leitura amadurecida de um relacionamento que não deixou as dificuldades próprias da vida colocarem sombras sobre toda luz que emana de duas pessoas que se amam, que cultivaram este amor e que querem crescer juntas e terem uma vida cheia de sentido e prazer. O prazer, sobretudo o sexual, é uma graça própria do sacramento do matrimônio, fonte de alegria, como diz a Encíclica Casti Connubbi, do Papa Pio XI, a qual citei em outro artigo sobre castidade conjugal (você pode ler neste Blog).
O namoro é uma grande conquista antes do casamento e depois do casamento. Podemos até fazer comparação com o amor de Deus, que é um amor apaixonado. Estamos chegando no Dia dos Namorados e eu quero convocar os casados a reconquistarem as suas esposas ou seus maridos, convidando-os a retomarem urgentemente o namoro. Namorar é tão bom que eleva a alma a Deus, produz efeitos positivos na saúde física e psíquica da pessoa. O amor começa no namoro e tende a acabar quando o namoro para. É tempo de retomada, caprichem!
Se você não é casado ainda, e não tem namorado(a), busque a pessoa certa, o que não quer dizer perfeita, e não tenha medo de namorar, deixando o sexo para depois do casamento. A pessoa é construída pelo amor que lhe damos, se ela for receptiva. O amor nasce de encontros, de olhares, perca o medo e deixe-se levar pelas emoções, invista e insista nos sentimentos.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Corpus Christi

Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma festa que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia.
É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma festa de 'preceito', isto é, para os católicos é de comparecimento obrigatório participar da Missa neste dia, na forma estabelecida pela Conferência Episcopal do país respectivo.
A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico (cân. 944) que determina ao Bispo diocesano que a providencie, onde for possível, "para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo." É recomendado que nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o Bispo (cân. 395).

História

Procissão de Corpus Christi, Moosburgo, Alemanha, 2005
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico. Conta a história que um sacerdote chamado Pedro de Praga, de costumes irrepreensíveis, vivia angustiado por dúvidas sobre a presença de Cristo na Eucaristia. Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo em Roma, para pedir o Dom da fé. Ao passar por Bolsena (Itália), enquanto celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido da dúvida. Na hora da Consagração veio-lhe a resposta em forma de milagre: a Hóstia branca transformou-se em carne viva, respingando sangue, manchando o corporal, os sangüíneos e as toalhas do altar sem no entanto manchar as mãos do sacerdote, pois, a parte da Hóstia que estava entre seus dedos, conservou as características de pão ázimo. Por solicitação do Papa Urbano IV, que na época governava a igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. A 11 de agosto de 1264, o Papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus do Mundo o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.
A festa de Corpus Christi foi decretada em 1264. O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma é encontrada desde 1350.
A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: ‘Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. Corpus Christi é celebrado 60 dias após a páscoa.
[editar] A Festa no Brasil

Procissão de Corpus Christi, pausa para o Tantum Ergo em Latim. Pirenópolis, Goiás.
Em muitas cidades portuguesas e brasileiras é costume ornamentar as ruas por onde passa a procissão com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa. Esta festividade de longa data se constitui uma tradição no Brasil, principalmente nas cidades históricas, que se revestem de práticas antigas e tradicionais e que são embelezadas com decorações de acordo com costumes locais.
Em Pirenópolis, Goiás, é uma tradição os tapetes de serragem colorida e flores do cerrado, cobrindo as ruas por onde passa-se a procissão de Corpus Christi, também efeita-se 5 altares para a adoração do Santíssimo Sacramento, e execução do cântico latino Tamtum Ergo Sacramentum, esta procissão é acompanhada pela Irmandade do Santíssimo Sacramento e pela Orquestra e Coral Nossa Senhora do Rosário. É neste dia que o Imperador do Divino recebe a coroa, para a realização da Festa do Divino de Pirenópolis, do ano seguinte.
Em Castelo, no estado do Espírito Santo, as ruas são decoradas com enormes tapetes coloridos formados por flores, serragem colorida e grãos. Em São Paulo, o município de Matão é famoso por seus tapetes coloridos feitos de vidro moído, serragem e flores que formam uma cruz no centro da cidade. A cidade de Mariana - MG comemora a festa de Corpus Christi enfeitando as ruas com tapetes de serragem e pinturas. Jaguáriúna - SP, Santo André -SP, Santana de Parnaíba - SP, São Joaquim da Barra - SP e Jacobina - BA também seguem o mesmo estilo, as ruas ao redor da matriz são enfeitadas com serragem, raspa de couro, areias coloridas, tudo o que a criatividade proporciona para este dia santo. Em Caieiras - SP a Juventude da Cidade promove com sua criatividade tapetes que se estendem no trajeto da procissão deste solene dia, desde a Igreja Matriz de Santo Antonio até a igreja de São Francisco de Assis, este trabalho dura doze horas e é coroado com a procissão luminosa em torno ao Santíssimo Sacramento.
Em Porto Ferreira - SP, a festa tem como finalidade a partilha, em comunhão com as três paróquias da cidade, é arrecado alimentos que vão servir para os enfeites nas ruas por onde o Santíssimo Sacramento irá passar, e após a solenidade serão doados a famílias que são assistidas por pastorais, como a Pastoral da Criança e Pastoral da Saúde, que realmente necessitem. Esta iniciativa perdura desde 2008.
[editar] Em Portugal
Em todas as 20 dioceses de Portugal fazem-se solenes procissões a partir da igreja catedral, tal como em muitas outras localidades, que são muito participadas. Estas procissões atingem o seu esplendor máximo em Braga, Porto e Lisboa.
Ordenada por D.Dinis, a festa do Corpus Christi começou a ser celebrada em 1282, embora haja referências à sua comemoração desde os tempos de Dom Afonso III.[1] Em Portugal a festa de longa tradição era antigamente celebrada com danças, folias, e procissões em que sagrado e o profano se misturavam. Representantes de várias profissões, carros alegóricos, diabos, a serpe,a coca, gigantones, ao som de gaitas de foles e outros instrumentos desfilavam pelas ruas.[2] Das danças dos ofícios, em Penafiel ainda se celebra o baile dos ferreiros, o baile dos pedreiros e o baile das floreiras.[3][4]
Esta celebração tem uma conotação muito forte no Minho, particularmente em Monção e em Ponte do Lima. Em Ponte de Lima a tradição d´O Corpo de Deus perdura já há vários séculos. O Corpo de Deus é celebrado no 60º dia após a Páscoa, ou mais correctamente na Quinta-feira que se segue ao Domingo da Santíssima Trindade (que por sua vez é o primeiro Domingo a seguir ao Pentecostes) seguindo a norma canónica. a diferença prende-se no facto de no dia posterior ao feriado nacional, se realizar uma celebração, própria e exclusiva da vila, tendo sido decretado desde 1977 feriado para todos os Limianos. As celebrações do Corpo de Deus realizam-se durante todo o dia, sendo os Limianos presenteados com uma procissão da parte da manhã e outra da parte da tarde em volta da vila e uma missa para todos os habitantes do Concelho no próprio dia, sempre ao meio dia(12h00), na Igreja Matriz.
Em Braga, é também tradição desde 1923 a presença massiça de Escuteiros do Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português, pois foi nessa procissão que os mesmos se apresentaram em público naquele ano.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O nome de Maria

No dia 12 de setembro a Igreja festeja com muita alegria o Nome santo de Maria. A Sagrada Escritura mostra que o nome é muito importante para Deus, e Ele mesmo o deu a seus eleitos e também à Mãe do Seu amado Filho encarnado.

São Joaquim e Santa Ana sem dúvida foram inspirados por Deus ao escolherem o nome daquela que seria a Mãe do Redentor da humanidade. São Lucas registra no seu Evangelho o nome glorioso da Virgem perpétua, que seria repetido e “glorificado por todas as gerações” cristãs e que é o nome de muitos homens e mulheres em homenagem à Mãe de Jesus Cristo.

Diz o evangelista: “O nome da Virgem era Maria”. O anjo enviado por Deus diz a ela: “Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus”.

Segundo Alastruey, citado pelo Cônego Vidigal em um de seus artigos, grande mariólogo espanhol, o nome de Maria pode ter vindo de três casos possíveis:

Uns derivam o nome da raiz mery, da língua egípcia e significa mui amada. Outros dizem que provém do siríaco e quer dizer senhora, opinião de pouca solidez. No entanto, o mais freqüente é a que o deriva do hebraico: “Mar amargo e rebelião; Gota do mar; Senhor de minha linhagem; Estrela do Mar; Esperança; Excelsa ou sublime; Pingue, Robusta; Amargura e Mirra”.

Segundo ainda o Com. Vidigal, J. de Fraine diz que “apesar de sessenta tentativas que já foram feitas a etimologia científica do nome de Maria continua incerta”.

Não importa o significado exato, preciso. Poderoso é este nome que deve ser invocado sempre. S. Luiz Grignon de Montfort, dizia que “Deus reuniu todas as águas e deu nome de mar, reuniu todas as graças e deu o nome de Maria”. Assim como o mar é a plenitude das águas do planeta, Maria é a plenitude das graças de Deus.

O Pe. Antonio Vieira diz: “Só vos digo, invoqueis o nome de Maria quando tiverdes necessidade dele; quando vos sobrevier algum desgosto, alguma pena, alguma tristeza; quando vos molestarem os achaques do corpo, ou vos molestarem os da alma; quando vos faltar o necessário para a vida...; quando os pais, os filhos, os irmãos, os parentes se esquecerem das obrigações do sangue; quando vo-lo desejarem beber a vingança, o ódio, a emulação, a inveja; quando os inimigos vos perseguirem, os amigos vos desampararem, e donde semeastes benefícios, colherdes ingratidões e agravos; quando os maiores vos faltarem com a justiça, os menores com o respeito, e todos com a proximidade; quando vos inchar o mundo, vos lisonjear a carne, e vos tentar o demônio, que será sempre e em tudo; quando vos virdes em alguma dúvida ou perplexidade, em que vós não saibais resolver nem tomar conselho; quando vos não desenganar a morte alheia, e vos enganar a própria, sem vos lembrar a conta de quanto e como tendes vivido e ainda esperais viver; quando amanhecer o dia, sem saberdes se haveis de anoitecer, e quando vos recolherdes à noite, sem saber se haveis de chegar à manhã; finalmente, em todos os trabalhos, em todas as aflições, em todos os perigos, em todos os temores, e em todos os desejos e pretensões, porque nenhum de nós conhece o que lhe convém; em todos os sucessos prósperos ou adversos, e muito mais nos prósperos, que são os mais falsos e inconstantes; e em todos os casos e acidentes súbitos da vida, da honra, da fazenda, e, principalmente, nos da consciência, que em todos anda arriscada, e com ela a salvação. E como em todas estas coisas, em cada uma delas necessitamos de luz, alento e remédio mais que humano, se em todas e cada uma recorrermos à proteção e amparo da mãe das misericórdias, não a dúvida que, obrigados da mesma necessidade, não haverá dia, nem hora, nem momento em que não invoquemos o nome de Maria”.

Esta é uma das mais inspiradas páginas deste grande devoto da Mãe de Deus. São Bernardo de Claraval, doutor da Igreja, dizia:

“Ó tu que te sentes longe da terra firme, levado pelas ondas deste mundo, no meio dos temporais e das tempestades, não desvies o olhar deste Astro, se não quiseres perecer. Se o vento das tentações se elevar, se o recife das provações se erguer na tua estrada, olha para a Estrela, chama por Maria. Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria, chama por Maria. Que seu nome nunca se afaste de seus lábios, que não se afaste de seu coração... Seguindo-a terás a certeza de não te desviares; suplicando-lhe, de não desesperar; consultando-a, de não te enganares. Se ela te segurar, não cairás; se te proteger, nada terás de temer; se te conduzir, não sentirás cansaço; se te for favorável, atingirás o objetivo.”

Bendito seja o Nome Santíssimo de Maria!

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Pentecostes: O retorno do Espírito de Jesus Ressuscitado entre os seus

“Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2, 1-4).

“Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: “Paz a vós! Shalom!” Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor. Disse-lhes outra vez: ‘A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós.’ Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: ‘Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos’ ” (Jo 20,19-23).

Com essas palavras o evangelista João descreve o Pentecostes joanino, diferentemente do Pentecostes retratado por São Lucas (cf. At 2, 1-4), que é uma maneira distinta de conceber o dom do Espírito. Enquanto Lucas vê o Espírito Santo, sobretudo, como um dom feito à Igreja em vista da sua missão e o coloca no dia de Pentecostes; João, por outro lado, vê o dom do Espírito como o princípio da vida nova, jorrada da Páscoa de Jesus e assim liga a Páscoa a Pentecostes.

Portanto, o Espírito não só reanima a Igreja, como também a empurra no mundo para que comunique a todos o amor experimentado como chamado da salvação universal. Agora podemos compreender melhor a relação íntima entre Cristo e o Espírito e a dimensão progressiva pneumática do quarto Evangelho, vista como a penetração íntima no mistério de Cristo.

Ao início do Evangelho, de fato, é feita uma promessa com a descida do Espírito sobre o Messias: haverá “um batismo no Espírito Santo” (cf. Jo 1,33ss), acontecimento confirmado também no colóquio entre Jesus e a mulher samaritana (cf. Jo 4,14ss). Esta promessa, em seguida, vem apresentada com relação “à glorificação” de Jesus, que indica a Sua morte gloriosa, antecipada no discurso feito por Cristo durante a festa das tendas, (cf. Jo 7,37-39) que depois foi concluída na cruz, quando o Senhor doa o Seu Espírito à Igreja nascente, representada por Maria e pelo discípulo amado (cf. Jo 19,25-27). Enfim, ela é difundida com a Ressurreição de Cristo no dia de Páscoa, quando o Ressuscitado sopra sobre os discípulos fazendo-os protagonistas no mundo da vida nova, que Ele operou neles (cf. Jo 20,22). No Evangelho de João o dom do Espírito Santo inaugura o Pentecostes na Igreja.

Também o nosso tempo é chamado a ser uma nova graça do Espírito e o desejamos com as palavras proféticas do patriarca Ignácio IV de Antioquia: “O acontecimento pascal, que aconteceu de uma vez para sempre, como condiciona o nosso hoje? Por obra d’Aquele que, do fim ao início, é o artífice na plenitude dos templos: o Espírito Santo. Sem Ele, Deus é distante, Cristo permanece no passado, o Evangelho é carta morta, a Igreja, uma simples organização; a autoridade, uma dominação; a missão é propaganda; o culto, uma simples recordação; o agir cristão, uma moral do escravo.

Mas n’Ele há uma sinergia indissociável, o cosmos é elevado e geme no parto do Reino, o homem luta contra a carne, Cristo, ressuscitado, está aqui, o Evangelho é potência da vida, a Igreja quer dizer a comunhão Trinitária, a autoridade é um serviço libertador, a missão é um Pentecostes, a liturgia é memorial e antecipação, o agir humano é deificado. […] Esta sinergia do Espírito Santo introduz ao nosso mundo horizontal um dinamismo novo, a um tempo todo diferente e todo interiorizado”.

Estes são os votos que fazemos por ocasião de Pentecostes: abramos espaço ao Espírito Santo em nosso interior, invocando-O como Consolador, Amigo e Guia de nossa vida cristã.

Dom Giorgio Zevini, sdb

terça-feira, 18 de maio de 2010

O Espiritismo e a Igreja Católica

FALSOS CRISTÃOS

Sendo o Brasil um país tradicionalmente Católico, os espíritas se apresentam como "cristãos" e difundem principalmente o "Evangelho Segundo o Espiritismo". Começaram por dizer que o espiritismo é apenas ciência e filosofia, não cogitando de questões dogmáticas; que eles não combatem crença alguma; que o Católico para ser espírita, não precisa deixar de ser Católico; que todas as religiões são boas, contanto que se faça o bem e se pratique a caridade, etc.; e por isso vão dando nomes de Santos nossos aos centros espíritas. O Conselho Federativo resolveu prescrever a seguinte norma geral:

"As sociedades adesas (à Federação Espírita Brasileira), mediante entendimento com a Federação, quando esta julgar oportuno e as convidar para isso, cuidarão de modificar suas denominações no sentido de suprimir delas o qualitativo de "Santo" e de substituir por outras, tiradas dos princípios e preceitos espíritas, dos lugares onde tenham sua sede, das datas de relevo nos anais do espiritismo e dos nomes dos seus grandes pioneiros". Assim, por exemplo, começa algum centro espírita por chamar-se "Centro São Francisco de Assis", depois, quando a Federação julgar oportuno, suprimirá o qualitativo de "santo", e afinal, quando seus adeptos já estiverem suficientemente distanciados da Santa Igreja, será "Centro Allan Kardec"...

O ESPÍRITA PERANTE A SANTA MADRE IGREJA

Em 1953 a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reafirmou a determinação feita pelo Episcopado Nacional da Pastoral Coletiva de 1915, revista pelos Bispos em 1948 nestes termos: "Os espíritas devem ser tratados, tanto no foro interno como no foro externo, como verdadeiros hereges e fautores de heresias e não podem ser admitidos à recepção dos Sacramentos, sem que antes reparem os escândalos dados, abjurem o espiritismo e façam a profissão de Fé".

Segundo o novo Código de Direito Canônico (de 1983), "chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do Santo Batismo, de qualquer verdade que se deve crer com Fé Divina e Católica, ou se duvida pertinazmente a respeito dela" (Cân. 751); e no Cânon 1364, parágrafo 1, a nova legislação eclesiástica determina que o "herege incorre automaticamente em excomunhão", isto é: deve ser excluído da recepção dos Sacramentos (Cân. 1331, parág. 1), não podem ser padrinhos de Batismo (Cân. 874), nem da Confirmação (Cân. 892) e não lhe será lícito receber o Sacramento do Matrimônio sem licença especial do Bispo (Cân. 1071) e sem as condições indicadas pelo Cânon 1125. Também não pode ser membro de associação ou irmandade católica (Cân. 316). (d. Boaventura Kloppenburg (ofm), Bispo Emérito da Diocese de Novo Hamburgo-RS/Brasil).

Comentário

É de se ver com suspeita certos grupos que surgiram depois de século XVI a partir de Lutero e que dizem servir a Jesus Cristo, enquanto que para negar e atacar a Santa Igreja, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, recorrem a todo o tipo de má-fé: acusações infâmes, calúnias e injúrias de todo o tipo, tentando denegrir a Instituição Divina. E uma dessas falsidades é passar aos seus prosélitos a idéia de que a Igreja Católica e o espiritismo é a mesma coisa, ou que na Igreja Católica tudo é permitido.

E para que os seus prosélitos nunca tenham acesso às verdades da Verdadeira Fé, instigam os seus adeptos a só aceitarem da Igreja Católica a Bíblia Sagrada, e mesmo assim, incompleta, pois que dos 73 livros, somente 66 são aceitos por eles, e muitas vezes adulterados. Muito conveniente para quem deseja mostrar uma extraordinária faixada, às vezes bela, emotiva e atraente, porém, sem o essencial da nossa Verdadeira Fé de dois mil anos, desde os tempos de Cristo até os dias de hoje. E muitas vezes, inchados de orgulho, para justificar as suas mentiras, recorrem ao fanatismo emocional ou dizem que a Igreja errou muito no passado e deixou de existir, ou então que Nosso Senhor Jesus Cristo não fundou nenhuma Igreja.Essa é uma mentira flagrante que revela a extrema desonestidade, visto que em qualquer uma das afirmações nega a Bíblia e chama Jesus Cristo de mentiroso.

É só olharmos a Bíblia: em Mt 16,18 Jesus diz: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; e as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela". Quem nega esta verdade, e diz estar seguindo a Bíblia, esse sim, é prevaricador e mentiroso, porque é filho do pai da mentira, e por isso têm ódio contra tudo que vem da parte de Deus (Cf Gen. 3,15), e odeia aquela Mulher a quem o próprio Deus concedeu-lhe o poder de esmagar a cabeça da serpente e Satanás. De fato, o ódio entre os filhos da luz e os filhos das trevas; a descendência da Mulher e a descendência de Satanás, a antiga serpente. Que a Santíssima Virgem e Mãe de Deus interceda por esses infelizes que se deixaram prender e escravizar nas armadilhas de Satanás, para que a Misericórdia de Nosso Senhor e Deus chegue até eles, para que se convertam à única Igreja do Senhor Jesus, à qual foi confiado todo o Patrimônio da Verdadeira Fé (I Tim 3,15; Ef 3,10).


Prof. Felipe Aquino
www.cleofas.com.br

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Avatar: promoção do radicalismo ecologista anticristão

De acordo com os comentários da agência católica ACIPrensa, o filme Avatar promove ladinamente o ecologismo como religião. Sugere também que é necessariamente “mau” quem não professa o radicalismo anticristão de tipo Nova Era e não pratica o culto panteísta da “mãe terra”, ou Gaia. Os personagens “bons” do filme (ou “Na’vi”) são humanóides com rabo, que se conectam com os animais, e seus ritos copiam festivais hippies dos anos 70. Reproduzem os cultos à natureza, pregados pelo ecologismo radical e pelo missionarismo comuno-progressista. A agência afirma ainda que o filme representa o “dogma” oficial de Hollywood de uma religião sem Deus e sem moral. O ardiloso método para veicular uma religião panteísta anticristã foi denunciado em várias publicações. O site Moviefone afirma que Avatar reproduz, num cenário diverso, a mensagem de que o homem é mau e destrói a natureza, veiculada no filme Uma verdade inconveniente, de Al Gore, hoje desprestigiado. Numerosas cenas têm significado político anticapitalista, antimilitar e de ódio aos EUA.

Fonte: www.catolicismo.com.br

terça-feira, 11 de maio de 2010

O tempo do treinamento é agora

O inimigo fez a nossa sociedade chegar ao caos, basta verificar as nossas finanças, a nossa economia. No entanto, isso não acontece só no Brasil. A falência é mundial.

Está próximo o dia em que pessoas formadas, inteligentes, de Primeiro Mundo, não terão o que comer, mesmo tendo dinheiro. O anticristo solucionará os problemas da alimentação, saúde e educação com a única condição de ter todos sob seu controle, com sua marca.

Cada pessoa que aderir ao sistema terá seu trabalho e seu salário; inexistirá dinheiro, uma vez que tudo será digitalizado. Com a própria marca as pessoas terão acesso a salário, alimentação, saúde, vestuário, medicamentos, etc.

Os que se deixaram marcar, conseguindo o nível de qualidade exigido, terão acesso a tudo. Toda a produção do mundo será repartida para a minoria que alcançou o nível de qualidade exigido. Nós, que não aceitaremos ser marcados, seremos o resto e o peso que não pretendem mais carregar.

Quando a organização do príncipe deste mundo apresentar a solução, não poderemos aceitá-la. Precisaremos aguentar firmes e recusar a marca do anticristo. Sei que você poderá ter medo e dizer: “Mas se eu não fizer isso, como meus filhos irão comer, ter uma casa, estudar?”. Seu coração treme diante disso, mas é para isso mesmo que o Senhor nos prepara agora como combatentes. Será muito pior do que imaginamos. Quem não conseguir o padrão de qualidade, será tratado como sucata humana. Não se deixe esmorecer, permaneça fiel a Cristo. O tempo do treinamento é agora. Ser combatente não é uma proposta fantasiosa, e sim uma realidade concreta.

Mons. Jonas Abib

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Culto a Maria: certo ou errado?


1. Como entender o culto prestado a Maria, se em Lc 4,8 está escrito: "Adorarás o Senhor teu Deus, e a Ele só servirás..."?

Não existe contradição nenhuma, pois aí vemos um ensino fundamental da Igreja Católica: só Deus deve ser adorado. Nunca a Igreja Católica ensinou que Maria ou os santos devam ser adorados. A Igreja nos diz que Nossa Senhora e os santos recebem veneração, isto é, respeito, amor, imitação. Como por exemplo Moisés demonstrou respeito por José, levando os seus restos mortais para a terra prometida: Êxodo 13,19: "Moisés levou consigo os ossos de José, porque este fizera os filhos de Israel jurarem: Quando Deus vos visitar, levareis daqui os meus ossos convosco"; ou ainda como está escrito em Hb 13,7: "Lembrai-vos de vossos guias que vos pregaram a Palavra de Deus. Considerai como souberam encerrar a carreira. E imitai-lhes a fé".

2. Existem textos bíblicos que justifiquem o culto a Maria?

Sim, examinemos estes textos:

- quando honramos com carinho a Maria estamos cumprindo a profecia de Lc 1,48: "Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações";

- quando a saudamos com a ave-maria estamos repetindo o que está escrito em Lc 1,28: "...Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo" e Lc 1,42: "...Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre".

E finalmente o texto de Lc 1,45, que revela a mais clara descrição de quem foi Maria: "Bem-aventurada és tu que creste..."

Portanto, se podemos recordar com respeito os testemunhos de Abraão, Moisés, Pedro, Paulo... como excluir aquela que esteve mais intimamente ligada a Jesus? a este respeito convém lembrar as palavras de Madre Basiléia Schlink, escritora protestante, dirigidas aos evangélicos, mas que servem de alerta para nós católicos:

"A nossa Igreja Evangélica deixou de prestar honra e louvor a Maria, receando com isto reduzir a honra devido a Jesus. Jesus espera de nós, que o honremos e amemos. É isto que nos é proposto pela Palavra de Deus e é, portanto, Sua vontade" (Maria, o caminho do Senhor; Irmandade Evangélica de Maria).

Fonte: www.encontrocomcristo.org.br

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Homens e mulheres segundo o coração de Deus


Homens e mulheres segundo o coração de Deus, a Sagrada Escritura nos pede isso o tempo todo. Ser um homem segundo coração de Deus nada mais é do que viver aquilo que o Senhor sonha para nós. E viver segundo os sonhos d’Ele é ser feliz. Ser feliz não é tão difícil quanto parece; somos nós que procuramos a felicidade nos lugares errados. Hoje nós vamos encontrar o caminho da felicidade ensinado pelo Apóstolo Paulo:

“Passo agora a tratar dos assuntos sobre os quais me escrevestes: ‘É bom para o homem abster-se de mulher’. Entretanto, para não cair em imoralidade sexual, tenha cada qual a sua mulher, e cada mulher, o seu marido. Cumpra o marido o seu dever conjugal para com a esposa, e a esposa, do mesmo modo, para com o marido. Não é a mulher que dispõe de seu corpo, mas o seu marido. Do mesmo modo, não é o marido que dispõe de seu corpo, mas a sua mulher” (I Coríntios 7, 1-4).
O primeiro passo para a felicidade é viver bem a sua vocação. Viver bem o estado de vida no qual você está. São Paulo nos explica sobre o matrimônio, duvido que quem vive no adultério viva a felicidade. A infidelidade na sua vida traz infelicidade. É simples, mas é o principal passo.

“Um já era circuncidado quando foi chamado? Que não disfarce a sua circuncisão. Outro era incircunciso ao ser chamado? Que não se faça circuncidar. Ser ou não circuncidado não tem importância alguma. O que conta é a observância dos mandamentos de Deus. Continue cada um na condição em que se achava quando foi chamado” (I Coríntios 7, 18-20).

Se o primeiro passo é viver bem o meu estado de vida, o segundo passo é reconciliar-se com seu passado. Não tem como mudar o que aconteceu, não adianta brigar com seu passado. Existe muita gente que não assume sua fé, porque não se reconcilia com sua história. Todos nós precisamos nos reconciliar com nossa história e testemunhar Jesus nela [nossa história.] As nossas histórias, sejam quais forem, precisam caminhar em direção a Jesus Cristo.

“Eras escravo quando foste chamado? Não te preocupes com isso. Se também puderes tornar-te livre, vê o que é mais proveitoso. Pois quem era escravo, quando foi chamado no Senhor, é um liberto do Senhor. Do mesmo modo, quem era livre, quando foi chamado, é um escravo de Cristo. Realmente, fostes comprados! Não vos torneis, pois, escravos de seres humanos. Irmãos, continue cada um diante de Deus na condição em que se achava quando foi chamado” (I Coríntios 7, 21-24).

O terceiro passo nada mais é do que assumir o nosso lugar no mundo. Assuma o seu lugar como cristão, assuma a sua vocação. Nós abandonamos o Senhor muito facilmente e, às vezes, nos tornamos escravos do pecado. É justamente porque somos escravos de alguns pecados que precisamos recorrer a Cristo.

Nós somos livres, só que não tão livres assim, porque quem nos deu a liberdade foi Jesus e temos de vivê-la de acordo com Ele e não essa liberdade pregada pelo mundo. Viver essa liberdade que estão pregando por aí é viver a pior das escravidões.

O quarto passo é a conversão. Se eu já assumi minha condição, me reconciliei com meu passado e assumi meu lugar no mundo, agora preciso de conversão. Conversão na nossa vida é fazer uma opção para outro caminho. Porque em vez de mudarmos do mau caminho, insistimos em permanecer no erro. Pergunte a Jesus que caminho tomar e Ele vai lhe mostrar. Se a estrutura da sua vida continuar a mesma os pecados vão continuar os mesmos. Mudando a estrutura da vida não deixamos o pecado “pegar a gente na curva”. A Igreja nos ensina que existem duas conversões, a primeira é aquela de quem não conhece Jesus e, passando a conhecê-Lo, se converte. A segunda conversão é quando você muda de caminho, quando percebe que não está seguindo o caminho do Senhor e decide mudar. Conversão atinge o nosso passado e o nosso futuro, porque você reconhece que não foi bom lá atrás e decide mudar lá na frente.

O último passo é quando eu dou uma resposta concreta ao amor que Jesus tem por mim. Uma reposta de amor, pois a base de tudo é o amor de Deus, que nos amou antes de mais nada. Assumindo esse amor que Jesus tem por nós, começamos a dar respostas diferentes diante de algumas situações. É só pelo amor que vamos encontrar o caminho da felicidade. Nós precisamos afirmar que nós cremos no amor.

São Paulo nos ensina, passa a passo, como buscar este caminho de verdadeira felicidade. Agora só depende de nós.

“Aspirai aos dons superiores. E agora, ainda vou indicar-vos o caminho mais excelente de todos. Se eu falasse as línguas dos homens e as dos anjos, mas não tivesse amor, eu seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine” (I Coríntios 12,31 e 13,1).

Jesus é o amor e o amor é um caminho. Precisamos encontrar o caminho do amor. Madre Teresa de Calcutá dizia que até para morrer precisamos encontrar o caminho do amor. Nós precisamos fazer uma opção, independentemente do que fizemos até hoje, de seguir o caminho de Jesus para sermos homens e mulheres completamente felizes. Responda a esta pergunta: Eu sou feliz? Se não é, pergunte a Jesus que caminho você deve seguir, qual é o caminho da felicidade. Talvez Ele não o mostre a você agora, mas confie e Ele lhe mostrará, pois Ele próprio é este caminho.


Fonte: http://blog.cancaonova.com/denisduarte/

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Depressão tem cura

Depressão significa buraco. O Vaticano fez um congresso sobre esse assunto, porque eles estão preocupados com esse mal. Eu li o resumo do congresso e vi que são 300 milhões de pessoas no mundo que sofrem com esse mal. Precisamos tratar desse povo.

A medicina cuida do corpo e Deus cuida da alma. E a depressão é uma doença mais da alma que do corpo. E quem cuida da alma é o psicólogo e a religião. Essa enfermidade tem cura e a cura tem três caminhos:

- Procure um médico psiquiatra, ele pode dar remédio;

- É preciso um psicólogo para saber como se comportar diante das situações difíceis;

- O tratamento tem de ser físico e espiritual.

Não tenha medo de procurar os três tratamentos. A depressão é muito difícil de ser diagnosticada.

Uma pessoa deprimida pode apresentar: doença crônica, problema afetivo, falta de sentido para a vida, excesso de trabalho. Essas são causas. Mas o que ela sente? Muitos podem ser os sintomas da depressão, como: cansaço, pensamento de culpa, tristeza, autoestima baixa, falta de apetite, falta de vontade de rezar, fadiga, memória fraca, insônia, dificuldade para decidir, pensamento de morte, quedas de cabelo, entre outros.

O importante é saber que esse mal tem cura. Deus nos deu os psicólogos e temos também a família. Esta tem de cercar a pessoa e não deixá-la no buraco. Todos têm de se juntar e se unir.

Não adianta falar que a pessoa é fraca. Não importa por que ela está em depressão, você tem de tirá-la do buraco. Tem de ajuntar pai, mãe, irmãos, namorado, chamá-la para tomar um sol, sair, tomar um sorvete... Tem de tirar a pessoa do buraco com carinho e vagarosamente. É um ato de amor e caridade - e a família é importantíssima.

O deprimido tem de agir contra esse mal, ou seja, reagir, não pode se entregar à tristeza. Ele precisa cultivar a alegria e lutar para sair do buraco em que se encontra.

Como sair da depressão? Você tem de ver o valor que você tem. Só assim não ficará no fundo do poço. Só fica nesse local quem não dá valor a si mesmo. Você acredita que você é obra de Deus? Então, por que você deixa a obra d'Ele no buraco? Quem fica nesse lugar é lixo. E você é uma obra de Deus!

A primeira coisa que um deprimido tem de entender é que ele tem valor, que ele é alguém muito importante para Deus. Quando louvamos ao Senhor, damos voz e sentimentos a este mundo. Por que Jesus morreu na cruz? Por causa dos macacos, das galinhas? Não. Ele entregou a vida na cruz por causa de você, do valor que você tem. E Ele o ama individualmente. Nenhum de nós tem a mesma impressão digital, pois Deus não quis nos fazer em série, mas individualmente. A história do mundo é a história de cada um de nós. Ele sabe o meu nome, a minha angústia, a minha dor.

Quando Cristo morreu na cruz, Ele não carregava somente seus pecados, mas suas angústias e dores. Ele já venceu suas tendências, por isso você não precisa ficar deprimido por causa dos erros, pois Deus é "louco" de amor por você. Só o amor é mais forte que a dor e a morte. Olhe para a cruz e você verá o quanto Deus o ama.

Você quer a prova de que Deus o ama? Jesus disse que Ele pode ter 99 ovelhas, mas se tem uma perdida Ele deixa as 99 para buscar você. Se você é a ovelha deprimida, perdida, Ele larga as outras e vai buscar você.

Diga para sua depressão: "Eu não morrerei nesta depressão, porque sou filho de Deus - e filho de Deus não pode morrer no buraco!"

Não podemos abaixar a cabeça para a depressão. Se você perdeu um namorado e está com essa enfermidade, não olhe para o barulho do mar, olhe para Cristo. Para Deus não existe "beco sem saída". O Todo-poderoso está pronto para mover o céu a fim de que seu milagre possa acontecer, mas Ele não move um palha para fazer aquilo que você pode fazer.


Prof Felipe Aquino

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Internautas saudáveis: Vaticano aponta 3 passos para aproveitar bem a web

O mundo digital muda cada vez mais e influi na forma como se desenvolvem as relações humanas, diante dessa realidade, que levou o Papa a chamar os jovens de “geração digital”, é preciso reconhecer que essas tecnologias são um dom para a humanidade, mas as vantagens devem estar, ao mesmo tempo, a serviço de todos os seres humanos e de toda a comunidade. Quando Bento XVI expressa a sua avaliação positiva pelas novas tecnologias não é ingênuo, pois não se esquece das dificuldades e problemas que as mesmas podem criar. Existem três passos fundamentais que devem ser levados em consideração para viver uma adequada cultura da comunicação, a partir da mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2009.

PRIMEIRO PASSO - VALOR DA PESSOA HUMANA:

O Papa não é ingênuo sobre essa questão e sabe perfeitamente que muitas coisas circulam nas grandes redes da comunicação, por isso, diz que se deve tomar cuidado com palavras e imagens degradantes para o ser humano, deve bloquear-se a entrada a tudo aquilo que alimenta o ódio e a intolerância, e que agride a beleza e a intimidade da sexualidade humana.


SEGUNDO PASSO – DIÁLOGO VERDADEIRO:

O diálogo entre pessoas de países, culturas e religiões diferentes. Um diálogo que não é certamente um esconder quem sou, porque não seria isso algo respeitoso para com a pessoa com quem dialogamos. Mas é um diálogo atento e respeitoso que busca sinceramente a verdade”, destacou o prelado.


TERCEIRO PASSO - AMIZADE:

O novo vocabulário das redes digitais é um termo que se usa facilmente, um exemplo é a presença de Bento XVI no YouTube que indicou que o Papa deseja estar presente em um diálogo respeitoso com todos. As nossas amizades crescem no nosso caminhar como seres humanos. Não podemos banalizar o conceito de amizade porque é uma das maiores riquezas de que o ser humano pode dispor.


D. Claudio Maria Celli é presidente do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais do Vaticano

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A vida de adoração: A intimidade e o aprofundamento no relacionamento com Deus

NÃO É SÓ ESTUDO, É INTIMIDADE
Para chegarmos a ser adoradores devemos primeiro conhecer a Deus. É desejo de Deus que sejamos verdadeiros adoradores e o Espírito nos revela quem é Deus. O conhecer a Deus não se baseia somente em estudos. O estudo, mesmo que aprofundado intelectualmente é superficial se o Espírito não revela. Não existe conhecimento verdadeiro sem adoração. Todo crescimento intelectual que podemos receber não se compara com o revelar do Espírito em nossos corações. Este conhecer a Deus através do Espírito e a comunhão íntima com Deus constituem a adoração.

ESTUDANDO COM UNÇÃO
Quando começamos a buscar na bíblia, catecismos, com unção e ensinamentos do Espírito sobre conhecer a Deus, o próprio Espírito se encarrega de nos revelar a Deus. Podemos nos deparar com pessoas de pouca cultura e recursos humanos, mas que estão na presença de Deus em adoração e, portanto são mais sábios que vários estudiosos. Deus esconde dos sábios e estudiosos e revela aos pequeninos. (Lc 10,21b)

RELACIONAMENTO COM DEUS APROFUNDADO
Cada vez que o Espírito nos revela algo de Deus nossas vidas devem ser transformadas e principalmente nosso relacionamento com Deus deve ser aprofundado. Mas o próprio Senhor nos leva a contemplar tudo, gerando vida em nosso espírito, transformando informações em poder enquanto estamos em comunhão com Deus em adoração. Nós por outro lado apresentamos a Deus nossa total admiração e humilhação pelo o que vimos e recebemos do Espírito pela revelação espiritual. A adoração é a única reação possível diante da glória e do poder de Deus.

FRUTOS DA ADORAÇÃO
A adoração traz aperfeiçoamento espiritual para o adorador porque recebe uma porção maior da presença do Espírito para inundar todas as áreas da vida, trazendo mais santidade. A vida de adoração traz vários benefícios espirituais para as nossas vidas. A vida de adoração fortalece a fé, nos ajuda a andar no Espírito, corrige nosso sistema de valor, nos leva a cumprir o propósito de nossa existência “… redenção do povo que Ele adquiriu para o seu louvor e glória” (Ef 1, 14), e somos transformados de glória em glória (II Cor 3, 18), liberta o homem de se fechar em si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo (CIC. 2097) e Deus investe nos adoradores concedendo-lhes a unção.

ADORAÇÃO X MENTIRA
A adoração para Deus tem que ser fluída pelo Espírito. Não existe adoração da boca pra fora. Deus não aceita uma adoração que não venha do próprio Espírito (Lv 10, 1-2). Não há como enganar a Deus. Ele conhece nossos corações e nossas intenções. Em Am 5, 22-23 diz que o louvor se torna um barulho insuportável quando não buscamos a comunhão com Deus, agradar a Deus. Muito mais que o louvor de nossos lábios Deus quer que vivamos a verdade. O Senhor deseja que nos reconciliemos com Ele antes de O servir ou até mesmo de adorá-Lo. Não existe adoração com lábios impuros ou corações endurecidos. Isto não quer dizer que devemos ser santos para achegarmos a Ele, mas reconhecer que precisamos Dele para a nossa santificação.

PROFUNDIDADE NA ADORAÇÃO
A adoração não pode jamais depender de fatores externos como pessoas, instrumentos musicais… Podemos até usar de alguns destes fatores, mas tudo isto fica na dimensão externa como um suporte físico. Quando chegamos a um nível mais profundo de adoração nenhum fator externo tem mais valor. A base de nossa adoração tem que ser sempre Jesus. Só entramos na presença de Deus por meio do Sangue de Jesus que nos deu acesso ao Trono da Graça.

O pecador liberto por Jesus se vê diante de Deus como uma nova criatura não consegue fazer outra coisa senão adorá-lo. O lugar, o que está em nossa volta deixa de existir e entramos na dimensão da adoração onde somos totalmente tomados pela glória de Deus.

A glória de Deus é tão imensa que os nossos corações são muito pequenos para reconhecer perfeitamente o que dela contemplamos. Somos ainda menos capazes de expressar essa glória com palavras, mas adoramos em espírito e por isso a nossa adoração consiste em sentimentos espirituais que junto com as palavras e a verdade chegam ao coração de Deus. Como pode ser possível contemplar a obra de Jesus, o amor do Pai e a presença do Espírito Santo sem se deixar ser consumido em adoração?


Nádia Taboas é membro da Renovação Carismática Católica Latina de Massachusetts (EUA)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O Escândalo dos Padres

Ouvi um padre explicar, certa vez, que o demônio age em nossa vida da seguinte forma: primeiro “vende” o pecado como um bem atraente e não apenas inofensivo, como também absolutamente indispensável à nossa felicidade. Foi o que fez a serpente com Eva no Paraíso, e é o que faz a propaganda hoje. Depois que sucumbimos e caímos na armadilha, porém, o mesmo tentador passa a escarnecer de nós, de nossa ignorância, fraqueza e devassidão. Joga em nossa cara a idiotice que cometemos, e trata então de nos garantir que somos absolutamente incorrigíveis e indignos do amor e do perdão de Deus, até que, julgando estar irremediavelmente perdidos, optamos por permanecer no pecado e afundar de vez.

Assim tem agido a sociedade e a mídia com relação aos recentes escândalos sobre casos de pedofilia envolvendo padres: primeiro promovem por todos os meios o erotismo, a mercantilização do corpo e dos vícios, a baixaria de todo tipo como sendo a expressão máxima da liberdade, da criatividade e da auto-realização. Quando o sexo livre tornou-se demasiadamente livre para ser estimulante, passou-se a promover o homossexualismo, e, agora que este também já não escandaliza ninguém, promove-se então a pedofilia (exploração sexual de crianças), como a última conquista do progresso humano.

As meninas são vestidas e maquiadas de forma sensual e provocante, e ensinadas a dançar de forma escandalosamente erótica, diante dos aplausos dos adultos. Os meninos, cada vez mais cedo, começam a ver seu valor medido (entre os próprios adultos), pela capacidade de conquista. Descobre-se “evidências científicas” das necessidades sexuais das crianças, e começa-se já a passar a absurda idéia de que a prática do sexo (seja de que forma for), é indispensável para o seu saudável desenvolvimento psico-afetivo. Faz sucesso no rádio (e entre as crianças!) uma música na qual uma moça zomba do sujeito que se recusou a aceitar suas propostas de sexo quando ela era criança, e, como castigo, agora que ela cresceu, só pode “babar”. Nas novelas e nos filmes, não se perde uma só oportunidade de mostrar os conflitos afetivos que “destroem” a vida dos pobres padres impedidos de realizar-se afetivamente por culpa de uma igreja despótica e neurótica.

Promove-se tudo isso no mais alto grau e por todos os meios, deixando pouquíssimas chances para que alguém possa fugir da “contaminação” inconsciente. E depois, quando os pobres padres – que são humanos como qualquer pessoa – começam a cair na armadilha, simula-se um fingido horror, como se estivéssemos diante de uma monstruosidade absolutamente injustificável.

É claro que é mesmo uma monstruosidade injustificável. Mas, para a sociedade pervertida que se deleita em divulgar esses fatos, tal “surpresa escandalizada” não passa de uma hipocrisia sem tamanho.

O que a mídia pretende com essa atitude não é, evidentemente, defender a pureza e a virtude do clero. O verdadeiro objetivo é destruir a imagem da Igreja, a sua credibilidade. A santidade incomoda num mundo pervertido, porque o denuncia. Que se acabe, pois, com qualquer resquício de virtude, que se desfaça qualquer esperança concreta nesse sentido, para que todos acreditem que não há outro caminho para a felicidade a não ser a devassidão, o prazer imediato a qualquer custo. Que fique “provado” que a Igreja não passa de uma estrutura mentirosa e hipócrita que defende uma mensagem absolutamente irreal, obviamente com fins escusos e interesseiros, já que a virtude autêntica não existe. Um jornal apregoava: “A Igreja está desmoronando!” E muitos vão acreditando...

É assim que o demônio age. Tem tanta gente por aí com medo de bruxas, terremotos, fogo e escuridão, achando que a Igreja vive a esconder segredos aterrorizantes (mais uma estratégia do demônio para desviar as atenções), quando a verdadeira ameaça está perto de nós, está dentro de nós, livremente acolhida em nossa casa e, sem que nos demos conta, começando pouco a pouco a ser aceita como necessidade absoluta e direito essencial.

O caminho mais fácil e imediato para destruir a Igreja é atacar o celibato do clero. A manchete de um noticiário de TV anunciava, outro dia, que “a Igreja já admite a possibilidade de extinguir o celibato”. Fiquei atenta para ver se era isso mesmo que diziam os padres e bispos entrevistados, e vi que nenhuma de suas declarações autorizava essa interpretação. Olha como se distorce as coisas... e o povo vai engolindo sem perceber.

Muitos católicos esclarecidos estão caindo nessa armadilha de culpar o celibato pelos pecados do clero, como se, extinto o celibato, tudo ficasse resolvido. Que ingenuidade! Jamais se corrige uma fraqueza compactuando com ela e tornando-a legítima. Se alguma coisa boa puder resultar de toda esta situação, não será a extinção do celibato, mas sim a consciência de que algo precisa ser feito – e com urgência – no sentido de investir mais seriamente na formação dos futuros sacerdotes e na seleção dos candidatos ao seminário, exigindo deles maturidade psico-afetiva e uma vida em plena coerência com a vocação livremente assumida.

Como Deus escreve certo por linhas tortas, mais uma vez Satanás será derrotado ali mesmo onde pensa triunfar, como aconteceu no Monte Calvário. Esses escândalos ajudam a abrir os olhos da Igreja para uma lacuna que, de outra forma, talvez permanecesse encoberta: é preciso voltar a valorizar a santidade, a radicalidade do seguimento de Cristo. Para ser sinal, é preciso ser diferente, ser separado do mundo, viver no mundo sem pertencer a ele, colocar efetivamente Deus no centro de nossa vida, priorizar os valores do espírito sobre os do corpo, como condição essencial para a santidade e mesmo para a felicidade.

A verdadeira plenitude humana está em configurar-se a Jesus Cristo. A castidade não é uma prisão, uma violência, uma escravidão, mas é, ao contrário, crescimento e libertação, para aqueles que são chamados por Deus a ser sinal das realidades eternas neste mundo passageiro. Eles não são simplesmente privados de algo, mas recebem algo muito melhor em troca. Esse “algo melhor” é que não tem sido devidamente valorizado e buscado... e precisa ser redescoberto.

Não é só a castidade dos padres que está em questão. Neste nosso mundo em que o compromisso de fidelidade matrimonial virou piada, seria absurdo esperar que os padres casados fossem fiéis ao seu casamento (caso este fosse autorizado), se algo mais não fosse feito paralelamente a isso.

A mesma radicalidade se exige na vida cristã como um todo: na vida matrimonial, no relacionamento entre amigos e namorados, na conduta dos políticos, empresários e comerciantes, na moda, na educação das crianças, e assim por diante. É tudo parte de um mesmo contexto: somos todos chamados a ser santos, cristianismo “pela metade” não é cristianismo. Os recentes escândalos devem levar todos nós a um exame de consciência sobre o tipo de Igreja e de fé que cada um de nós tem desejado e está ajudando a construir. Somos todos co-responsáveis. Não haverá padres santos sem cristãos santos...

Diante dos fatos recentes, nossa atitude deve ser serena e lúcida. Analisando com objetividade, vemos que a situação real é bem diferente da imagem apregoada pela mídia. Muitos padres são vítimas de calúnias, muitas acusações são mentirosas, e outras referem-se a deslizes isolados e não repetidos. Os padres efetivamente corrompidos são minoria.

Há focos de pecado sendo propositalmente infiltrados nos seminários e conventos, já há muitos anos, com o objetivo de corromper o clero e os religiosos, promovendo assim a destruição da Igreja a partir de dentro. Isso não é desculpa, mas ajuda a compreender que o “vírus” do mal vem de fora, não é algo já implícito na própria estrutura da Igreja, como nos querem fazer crer.

A mensagem de Cristo nada perdeu de sua atualidade, está apenas enfrentando provações, como sempre acontece aos que escolhem a “porta estreita”. Só precisamos redescobrir o Evangelho e contar mais com a graça de Deus e menos com nossas frágeis forças. Pecar é humano, mas Cristo nos convida a vencer o pecado, com a força dele. Não é utopia, ou então Cristo seria uma mentira. A mentira está, ao contrário, em pensar que a santidade é ilusão, como quer o mundo...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Não Pecar contra a Castidade

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) coloca a castidade como um dom, uma graça, uma obrigação. Castidade tem tudo a ver com a capacidade de dar-se. A pessoa que consegue ter um autodomínio de si, consegue dar-se ao outro.

Eu percebo que todos nós pecamos muitas vezes contra castidade por termos aprendido assim na escola, em casa ou na televisão. Eu acredito que mesmo por pensamento, por atos ou omissões já pecamos contra a castidade.

O encardido [inimigo de Deus] não conseguiria nos fazer pecar se ele não revestisse o pecado com algo gostoso. Ele usa isso como isca; somos como peixes, o pescador coloca a isca no anzol, o peixe vê, achando que é comida, vai comer e acaba sendo fisgado. Primeiro, o encardido nos seduz, depois ele nos leva a nos autocondenar. Para eu cometer um assassinato eu preciso ter uma arma, mas para eu cometer o pecado da castidade, eu não preciso de nada, somente do corpo.

O Catecismo afirma que a sexualidade tem tudo a ver com a pessoa humana. A sexualidade no falar, no agir, de cortar o cabelo. Homem tem de mostrar que é homem na roupa que veste e vice-versa; mas, num capítulo, o Catecismo mostra as consequências de usarmos a nossa sexualidade de forma errada.

Certa vez fui conhecer o quadro da Monalisa. Lá se paga uma fortuna, existem vários seguranças tomando conta da obra, mas, quando cheguei, me decepcionei, pois era um quadrinho de nada. Por que será que havia tantos guardas tomando conta daquela obra? Por causa do artista que a tinha feito.

Sabe por que a Igreja briga tanto por você? Por causa do Artista que o criou, você é uma obra de arte muito preciosa.

Para os casais e para os que estão prestes a se casar eu recomendo que leiam o meu livro: "Sede fecundos". Vocês precisam descobrir a beleza da castidade e do seu corpo. O objetivo do encardido, quando quer seduzir, é fazê-lo perder o autodomínio, e perdendo o autodomínio você não se valoriza.

O corpo de uma pessoa que se prostitui caminha muito rápido para a deformação. A sexualidade é boa, é fonte de vida, é obra privilegiada das mãos de Deus, por isso temos de ter cuidado quando vestimos uma roupa, para não despertar no outro um olhar malicioso.

Quando um homem e uma mulher se unem é o lugar mais parecido com o céu.

A melhor e a mais bela reprodução da beleza da Santíssima Trindade se dá quando casais consagrados a Deus se unem num ato sexual. E a marca registrada do amor de Deus é o prazer e a alegria no corpo e na alma no ato sexual.

O Catecismo apresenta no plural: os atos próprios pelos quais o homem e a mulher se dão, a relação íntima da mulher e do homem. Quando essa relação é isolada é mais apropriado chamá-la de prostituição.

Precisamos cuidar do nosso corpo e do nosso órgão sexual. Hoje em dia os jovens não têm vergonha de nada, usam calças com cuecas aparecendo, calcinha aparecendo; isso quando não aparecem outras coisas. Você precisa a amar o seu corpo, foi Deus quem o fez.

Nós precisamos combater o inimigo, principalmente porque ele se instala na sexualidade. E tudo porque a sexualidade é linda.

Pe. Leo
(Trecho extraído de palestra; dezembro de 2005)

JEJUM EUCARÍSTICO: COISA DO PASSADO?

Este artigo é fruto de uma surpresa que tive em um destes dias. Explico-me melhor: uma amiga convidou-me para fazermos um lanche antes da Missa. Olhei para o relógio e vi que faltava exatamente uma hora para a Missa começar. Então, falei para ela:

- "Não podemos lanchar, pois está em cima da hora! Vamos deixar para depois da Missa".

Ela me olhou espantada e perguntou porque não podíamos ir lanchar, já que dava tempo de sobra para chegarmos com calma andando até a igreja.

Aí eu é que fiquei espantada com a pergunta. Falei que não ia dar tempo para respeitarmos o jejum antes da Comunhão.

Rapidamente, quase que sem pensar, ela riu e completou, dizendo:

- "Jejum???? Isto é coisa do passado! Coisa de gente velha! É coisa do tempo da Missa em latim!!! Isso "já era"! "

Fiquei abismada com a afirmação e lhe expliquei que o jejum eucarístico permanece, ainda hoje em dia, como uma obrigação para todo o católico que participa da Santa Missa. É necessário observar um tempo de uma hora antes da Comunhão sem comer qualquer alimento. É lógico que existem as exceções de quando as pessoas estão doentes.

Eu, pessoalmente, procuro observar o jejum de uma hora antes do início da Santa Missa, pois nunca sei se a Celebração vai ser um pouco mais corrida ou não. Deste modo, evito errar nos cálculos de horário.

Por este motivo, escolhi para vocês o artigo abaixo, de autoria de Dom Eugênio Sales, Cardeal Arcebispo emérito do Rio de Janeiro, para que o assunto fiquei mais esclarecido. Leia com atenção:

"Quem quer receber a Cristo na comunhão eucarística deve estar em estado de graça. Se alguém tem consciência de ter pecado mortalmente, não deve comungar a eucaristia sem ter recebido previamente a absolvição no sacramento da penitência.

(Catecismo da Igreja Católica nº 1387) - A fim de se prepararem convenientemente para receber este sacramento, os fiéis observarão o jejum prescrito na sua Igreja. A atitude corporal (gestos, roupa) ha de traduzir o respeito, a solenidade, a alegria deste momento em que Cristo se torna nosso hóspede.

(Catecismo da Igreja Católica nº 1388) - É consentâneo com o próprio sentido da eucaristia que os fiéis, se tiverem as deposições requeridas, comunguem toda vez que participarem da missa: "recomenda-se muito aquela participação mais perfeita á missal pela qual os fiéis, depois da comunhão do sacerdote, comungam o corpo do Senhor do mesmo sacrifício".

Comentário:

O jejum ou seja, abster-se de alimentos algum tempo antes da celebração, é uma prova de respeito e preparação para a comunhão do corpo do Senhor. Sendo uma lei da Igreja, sofreu modificações ao longo do tempo.

"Quando a missa passou a ser celebrada nas primeiras horas da manha e não mais ao pôr do sol como primitivamente, o jejum eucarístico ficou estabelecido a partir da meia noite. Mudando, porém, as circunstâncias da vida civil, desde os tempos de Pio XII, começaram a ser introduzidas algumas mitigações nessa disciplina."("Os sacramentos da Igreja na sua dimensão canônico-pastoral" - Pe. Jesu Hortal, SJ) .

terça-feira, 13 de abril de 2010

Perseverança dos cristãos perseguidos

Na Indonésia, em Amboin, evangelizada pelo grande São Francisco Xavier, houve chacinas de católicos; assim também num povoado de Chiapas, México, e, durante vários anos, no Timor-Leste. Na China continental, cristãos continuam presos e estão sendo presos a cada dia. Na Arábia Saudita, não há liberdade religiosa e bíblias e pequenas cruzes ou medalhas são confiscadas na alfândega. Há maneiras de fazer os cristãos cidadãos de segunda classe e de desqualificar sua voz, alegando que "a nação é leiga e estes são argumentos religiosos", embora o que se esteja exprimindo seja razoável e racional. Na mídia, constantemente, a palavra do Santo Padre é retorcida e caricaturada pra ser repugnante à "opinião pública". Tem havido perseguições em vários lugares da Índia. A Igreja ganha novos mártires. Quem não se lembra de Dom Romero, o Bispo mártir de El Salvador, assassinado enquanto celebrava a Santa Missa?
Não podemos esquecer os que continuam sofrendo por causa do seguimento de Jesus e devemos apoiá-los, a começar com nossa oração. Assim os cristãos têm vencido seus perseguidores ao longo da história, com o testemunho do amor: "Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem. Deste modo vos mostrareis filhos do vosso Pai que está no céu, porque faz raiar o sol sobre os bons e os maus, e chover sobre justos e injustos. Pois se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? (...) Portanto, sede perfeitos como o Pai celeste é perfeito" (Mt, 44-47)

Pe. Paiva, SJ

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A Música Católica na Evangelização

A música católica é uma ponta de lança na evangelização. E por ser ponta fina, penetrante, abre brecha e não há nada que a ela resista. Com a música vem o poder de Deus e essa ponta de lança penetra os corações mais endurecidos. Não são apenas emoções que a música produz, mas é o poder de Deus, a presença do Espírito Santo e dos anjos através da música.

Na música de Deus estão os anjos, que v]ao nessa ponta aguda de lança. Eles penetram os corações. Não é a beleza do encadeamento dos acordes, é o poder de Deus, são os próprios anjos que vão abrindo o coração daqueles que a escutam.

Depois que a ponta da lança entrou, o resto entra. Até mesmo a lança inteira, como aconteceu no coração de Jesus. A ponta da lança entrou e inteira se cravou: abriu uma brecha no coração de Jesus. E essa brecha estará aberta eternamente. Por isso, a música não pode ser levada de qualquer jeito.

A música prepara o ambiente para a ação do Espírito Santo, para povoar o lugar onde a música de Deus é cantada com a presença dos anjos. Quando se canta a música de Deus, os anjos vem, cantam, louvam!

Enquanto houver adoração e louvor de homens, vão acontecer louvor e adoração de anjos. Haverá um espírito de louvor e de adoração. Haverá poder de Deus sobre aquelas pessoas e elas serão tocadas. O poder de Deus se manifesta. "Entoai juntos salmos, hinos e cânticos inspirados; cantai e celebrai o Senhor de todo o vosso coração." (Ef 5, 19).

O Senhor sabe muito bem o efeito que a música tem sobre nós. Muitas vezes no Antigo e Novo Testamento, a igualmente uma "canção velha", a música do homem velho, da velha criatura. Se a "Canção Nova" faz um grande bem, se constrói em nós o homem novo, a música velha é sempre um estrago, é um elemento destruidor do homeme novo.

Na vida do homem só há lugar para "canção nova". A múscia velha, mundana, alienante, sensual e provocadora só pode ser desterrada. Para não guardar materia explosivo, será necessário selecionar os CDs, DVDs de música desse tipo.

Por causa de nossa vida cristã precisamos ter a mente e os pensamentos de Cristo. É impossível implantar a mente e os sentimentos de Cristo no terreno cheio de lama de uma música mundana.

Fomos feitos para cantar a glória de Deus. Precisamos ensaiar desde agora. Há pouco tempo de ensaio. Logo logo, o Maestro virá e não tardará!

Deus o abençoe!!


Fonte: Revista Canção Nova; edição:Outuro de 2009

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Rezando com os Salmos...

Um método simples para rezar os Salmos, sobretudo por principiantes ou em momentos de muito cansaço ou doença, é a leitura pausada do Salmo. Ler com o coração e não com os olhos, procurando saborear cada frase. Uma leitura ao ritmo da respiração, sentindo e fazendo nossos os sentimentos do salmista. Ao chegar ao fim, pode-se recomeçar, fazendo por parar um pouco mais entre cada versículo, para haver tempo de gostar das palavras e entrar em contacto com o Senhor.

Outro método pode ser o que usamos na Missa, quando recitamos o Salmo responsorial. Fazer uma primeira leitura e depois escolher um versículo que sirva de refrão, e que será repetido com frequência, entre cada frase. Mas não é repetir por repetir, mas sim fazer nossos os sentimentos do Salmista.

A partir da leitura meditada de um Salmo, pode-se fazer depois o nosso salmo, de louvor, ou de acção de graças, de súplica de perdão ou de petição. Por vezes, será proveitoso fazê-lo por escrito para que, ao chegar ao fim, se possa reler, rezando e gostando interiormente aquilo que nos saiu da alma e que até poderá ser guardado e rezado noutras ocasiões.


Fonte: ssacramento.blogs.sapo.pt

As oitavas de Páscoa

Passados os exercícios da Quaresma, pelos quais nos preparamos para a celebração da Ressurreição do Senhor, entramos no Tempo Pascal, tempo de alegria e exultação pela nova vida que o Senhor nos conquistou pagando, com sua entrega na cruz, o alto preço de nosso resgate. A cor litúrgica é branca, símbolo da pureza e da alegria (afinal, estamos limpos do pecado) e a presença do Círio Pascal é marcante como símbolo do Cristo Ressuscitado, coluna de LUZ que vai à frente do seu povo.

Nesta semana, em particular, estamos celebrando A OITAVA DA PÁSCOA. Como o mistério da "passagem" do Senhor pela morte é extremamente profundo, durante 8 dias celebraremos esse grande mistério como se fosse um único dia com o objetivo de viver melhor o ponto central de nossa fé: A RESSURREIÇÃO DE JESUS (no passado, esse era um tempo especial de contato com a fé para os que tinham sido batizados durante a Vigília Pascal).

Todo o tempo pascal, que se estende por 7 semanas até a Festa de Pentecostes, é marcado, não apenas nos domingos mas também durante os outros dias da semana, pelos textos de Atos dos Apóstolos e do Evangelho de João. São trechos que nos mostram a fé das primeiras comunidades cristãs e dos Apóstolos em Cristo Ressuscitado e nos convidam a fazer da nossa vida uma contínua páscoa seguindo fielmente os passos de Jesus, testemunhando-o corajosamente no mundo de hoje.

Que a luz do Cristo Ressuscitado nos ilumine para que possamos ser LUZ para o mundo!


Fonte:reflexaoliturgiadiaria.blogspot.com