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segunda-feira, 7 de junho de 2010

A vida de Thalles, graças à opção de sua mãe

Esse sem dúvida, foi um testemunho forte. Estaremos relembrando os mais tocantes. Este nos faz relembrar que devemos a todo instante e mesmo em face a todos os problemas, nos decidir em dizer SIM à vida. Leia com bastante atenção e carinho.


Em 2001, aos 19 anos de idade, eu cursava a faculdade de Direito e, em virtude de um namoro, fiquei grávida. Como muitas meninas, tive medo da reação de minha família, porém, meus pais foram maravilhosos: não apoiaram minhas falhas, no entanto, me acolheram com muito amor.Sentia-me frustrada, por ver que minha vida havia tomado um rumo diferente do que eu sonhara, mas procurava mergulhar no mistério de ser mãe e abria-me para aquele momento especial que estava acontecendo.O relacionamento com o pai da criança encerrou-se. Contudo, no terceiro mês de gestação, fomos juntos ao exame de ecografia para conhecer o sexo do neném. Era um menino, e fiquei radiante de alegria!A ecografista pediu que fôssemos comer alguma coisa e, depois, voltássemos. Nesse intervalo, escolhemos o nome do bebê, Thalles. Quando retomamos, ela nos contou: o neném era anencéfalo e não sobreviveria após o parto.Não sabíamos nada sobre anencefalia. Por isso, durante a tarde, procuramos a emergência de um conhecido hospital particular. Ao iniciarmos a consulta, o obstetra disse-me: - Se você fosse minha paciente, eu te levaria agora para a curetagem. Perguntei o que seria isso e explicaram-me que significava fazer o abortamento. Como recusei, o médico revidou: Menina, para que você quer uma coisa que não presta?!Afirmei que não estava interessada em abortar e somente queria a confirmação do laudo. Após uma nova ecografia, tivemos a certeza do diagnóstico. Eu não tinha nenhuma fundamentação teórica para não abortar. Simplesmente não queria que tirassem o meu filho de mim. Não era justo, sempre fui muito amada por meus pais e sempre tive temor a Deus. Não poderia fazer isso com o neném.Já no sétimo mês, procurei uma equipe de especialistas em gravidez de risco (para a mãe e/ou para a criança) da rede pública de Brasília, pois queria informações sobre os cuidados que deveria ter, caso meu filho viesse a sobreviver após o parto. Infelizmente, essa equipe também é responsável por fazer os abortamentos liberados por um Promotor de Justiça do Distrito Federal. Todavia, imaginei que, por serem especialistas, iriam me ajudar.Durante o atendimento, fiquei admirada, pois o chefe da equipe, composta por oito profissionais, dizia que eu já deveria ter interrompido a gravidez, que o parto por cesariana seria mais arriscado que o aborto, que eu não deveria mostrar o meu filho a ninguém e, até mesmo, que eu poderia ficar cheia de varizes e estrias. Tudo para que eu decidisse abortar. Como não aceitei seus argumentos, o médico orientou-me a dar continuidade ao pré-natal junto à médica particular.Graças a Deus, eu e meu filho superamos todos os preconceitos e dificuldades. Amei-o com toda intensidade que conseguia. Cantei, rezei, brinquei, ou seja, fiz tudo o que uma mãe faz com o seu filho no ventre. Sentia-me bem e não tive alterações fisiológicas, senão aquelas comuns a toda gravidez.Thalles se mexia bastante enquanto eu descansava e ficava quietinho em minhas horas de estudo. Vibrava também quando íamos à Igreja. Minha mãe e as pessoas mais próximas observavam como se movimentava durante as orações e na Santa Missa.Ele nasceu às 13h15min do dia 9 de julho de 2002. Antes de cortar o cordão umbilical, foi batizado por uma das médicas. Recebeu sua certidão de nascimento, como qualquer cidadão brasileiro, e faleceu às 11h25min do dia seguinte.Tive a oportunidade de segurá-Io no colo e de me despedir dele. Hoje trago uma linda e real lembrança, de uma gravidez, que teve algumas dificuldades intrínsecas à situação, mas que me trouxe muitos benefícios enquanto pessoa humana e me deu uma grande alegria: a de ser mãe.Sou mãe do Thalles, vivo ou morto, bonito ou feio, presente ou ausente. Sou mãe dele, porque ele efetivamente existiu e foi gerado em mim, o tempo que ele permaneceu com a minha família após o parto foi um grande lucro.Anencefalia é uma "má-formação rara do tubo neural acontecida entre o 16° e o 26° dia de gestação, na qual se verifica 'ausência completa ou parcial da calota craniana e dos tecidos que a ela se sobrepõem e grau variado de má-formação e destruição dos esboços do cérebro exposto" (Comitato nazionale per Ia bioetica. Il neonato anencefalico e Ia donazione di organi. 21 giugno 1996. p. 9). Não se trata da ausência do encéfalo, pois os bebês anencéfalos, embora não tenham o cérebro, preservam o tronco cerebral, responsável pelo batimento cardíaco, pela deglutição, tosse e piscar dos olhos. Portanto, o bebê anencéfalo é um ser humano vivo e não um natimorto (CRUZ, Luiz Carlos Lodi da. Disponível em www.providaanapolis.org.br).A incidência de anencefalia é reduzida com a ingestão de um componente muito acessível chamado ácido fólico, presente em alimentos enriquecidos e que pode, também, ser encontrado em pílulas disponíveis em alguns postos de saúde e nas farmácias. Portanto, não existe razão para a liberação do aborto de bebês anencéfalos. Atualmente, porém, cada vez mais, as pessoas respondem às adversidades sociais com crimes e condutas desonestas. Hoje, uma pessoa pode fechar outra no trânsito e receber um tiro por isso. A discussão sobre a legalização do aborto se enquadra nesse raciocínio: considera-se normal algo que não é, ou seja, matar um ser humano.Aprendemos a nos dobrar diante das situações e a optar por vias aparentemente mais rápidas e fáceis. Essa é a proposta de quem defende o aborto. Com o aborto, o Estado apenas se livra das mães de bebês anencéfalos, pois é mais simples convencê-Ias de que seu filho não tem vida nem valor e dispensá-Ias após o abortivo do que oferecer acompanhamento durante vários meses. Dessa forma, impedimos a construção da sociedade solidária, como preconizada pelo objetivo republicano.Argumenta-se que para a mulher é sofrimento demasiado saber que seu filho vai morrer. Realmente, não é fácil. Contudo, as doenças e dificuldades não são um atestado para matar. Ante a notícia da má-formação de seu filho, a mulher poderá sentir-se desnorteada e, estimulada por médicos, poderá optar pelo aborto. Todavia, passado algum tempo, ficará a lembrança da morte do filho ocasionada não por uma força natural, mas por ela mesma. Isso sim é desumano e violento.Talvez não exista outro ato que empobreça tanto as relações humanas, do que o assassinato de uma criança por sua própria mãe. Sob o aspecto jurídico, o aborto viola os fundamentos constitucionais ao desrespeitar o direito à vida, estabelecido como cláusula pétrea no artigo 5° da Constituição Federal.Portanto, a luta pela vida e contra o aborto é dever de todo cidadão, mas, para nós cristãos, é, principalmente, reflexo do seguimento a Jesus Cristo, que veio para que todos tivéssemos vida.
Nossa Senhora de Guadalupe, protetora dos nascituros, rogai por nós!
Janaina da Silva César, Advogada
*Fonte: Revista Renovação, edição nº 44, p.14 (mai/jun de 2007).

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Uma tragédia e a mão de Deus

Meu nome é Ronaldo Lima, atualmente coordenador da RCC do Pará. Moro em Conceição do Araguaia. Sou casado e tenho quatro filhos: Lucas, Gustavo, Leonardo e Victor. No mês de janeiro de 2009, eu e minha família fomos passear na cidade de São Luis, Maranhão. Voltando para casa, por volta da uma e meia da tarde, cochilei no volante e perdi a direção do carro. Quando me dei conta, estava fora da estrada pela direita, em um desses lugares em que o nível da rodovia é alto, por causa do aterro. Tentei trazer o carro para a pista, mas não consegui, então o veículo a atravessou, bateu numa cerca e capotou.

Perdi os sentidos por alguns segundos. Quando vi, estava de cabeça para baixo. Tirei o cinto e quando saí do carro vi minha família toda esparramada pelo chão, morrendo. Os que estavam atrás estavam sem o cinto. Minha sogra foi arremessada para fora do carro, bateu a cabeça e morreu instantaneamente. Quando a vi fiquei desesperado, corria de um lado para o outro, vi também que o meu pequeno Leonardo tinha um grande corte na cabeça e outro no braço, sangrava e gemia muito. O Victor teve um pequeno corte na cabeça e o Gustavo quebrou a clavícula, além de um corte no pé e outro no braço. Gilsélia, minha esposa, estava caída na parte traseira do carro, não conseguia se levantar sozinha. Peguei-a com tanta força e a tirei dali. Ela quebrou a bacia, fraturou as costelas e perfurou a pleura, uma membrana que envolve os pulmões. Em pouco tempo seu pescoço engrossou, seu corpo começou a inchar e ela foi perdendo os sentidos. Lucas, meu filho mais velho, ficou preso nas ferragens e a gasolina do carro derramava sobre ele, que gritava: “papai, me tira daqui, eu não consigo sair”. Então, eu tentava tirá-lo inutilmente puxando as ferragens, mas minhas forças não eram suficientes, mesmo com medo do carro pegar fogo.

Irmãos, eu gritava: “meu Deus! Onde o Senhor estava que permitiu que isso acontecesse?”. E eu questionava: “Senhor, tantas viagens na missão, às vezes cansado depois de encontros de finais de semana no Pará, lugares tão distantes e na volta pra casa, cansado, nunca me aconteceu nada. Por que com a minha família?”. Fiquei decepcionado com Deus. Foi quando chegou o meu cunhado, que vinha logo atrás, e teve a ideia de usar um macaco e afastar as ferragens. Deu certo, tiramos o meu filho do carro, que tinha quebrado a clavícula e ficou com algumas luxações na perna.

Começou, então, uma longa jornada de sofrimento. Fomos socorridos na pequena cidade de Tutum. O acidente tinha sido tão grave que repercutiu nas cidades vizinhas. Quando chegamos ao hospital, fomos logo examinados e o médico disse que minha esposa e o meu filho Leonardo precisavam ser transferidos imediatamente para a cidade de Caxias, pois ali não havia recurso para eles. Enquanto isso os meus outros filhos estavam sendo examinados e, pela avaliação médica, estava tudo sobre controle. Estávamos preparando a ambulância para sair com minha esposa e o Leonardo para Caxias quando, de repente, chegaram ao hospital outros médicos e um deles estava sendo muito atencioso com minha família. Pedi a ele que fosse ver o meu filho Leonardo, pois eu estava muito preocupado com ele. O médico foi até a sala em que estava o meu filho e voltou correndo, dizendo para o outro médico: “Corre, este garoto precisa ser operado agora, ele está morrendo”. Corri, também, até a sala e vi que meu filho dava seus últimos suspiros, os médicos tentavam reanimá-lo. Uma moça de nome Edinete me puxou, juntamente com outras pessoas e diziam: “socorre sua esposa, se não ela vai morrer, o seu filho a gente cuida”. Saí às pressas, desesperado com aquela imagem na cabeça. Fomos então para Caxias em uma ambulância. Nessa altura, minha esposa tinha inchado três vezes mais e não conseguia respirar sem o aparelho de oxigênio. No caminho, fomos transferidos para uma ambulância do SAMU, que estava vindo de Caxias para nos buscar. O médico, ali mesmo, no meio do caminho, fez uma avaliação e disse que o caso dela era grave. Foi quando ele fez a opção de entrar numa estrada de chão para encurtar o caminho, mas minha esposa não estava aguentando de tanta dor. Ele, então, para evitar os baques, carregava a maca nos braços. Chegamos a Caxias no final da tarde. O hospital já estava mobilizado e uma das enfermeiras, filha de uma serva, nos deu total apoio.

Recebi notícias do Leonardo: a cirurgia tinha sido longa, os médicos retiram o baço, pois tinha rompido com a pancada. Fiquei sabendo, por telefone, que se ele tivesse saído da cidade de Tuntum não passaria do primeiro bairro e que, apesar de estar inconsciente, os médicos estavam esperançosos. A máquina de raio-X do hospital de Caxias não funcionava direito e, depois de várias tentativas e indecisões dos médicos sobre o que fazer, chegaram as irmãs do prefeito de minha cidade, que moram em Caxias, dando total apoio e orientando a sair para Teresina, que fica distante 70km. Não pensei duas vezes. Chegamos a Teresina por volta das 22h e fomos acolhidos pela querida Marineide, coordenadora estadual da RCC do Piauí, que nos conduziu para o hospital São Marcos. Minha esposa imediatamente foi atendida. Passei a noite inteira sentado à beira de seu leito, com muitos questionamentos...

Os médicos queriam me internar, pois eu tinha batido a cabeça, estava com um corte na testa e muito inchado, além de tonturas. Mas, como poderia ficar internado, se meus filhos ficaram todos para trás? Ao amanhecer liguei para o hospital em Tutum, buscando informações sobre meus filhos. Eles estavam sendo cuidados pelos meus cunhados com a ajuda do padre e das irmãs. O Leonardo tinha acordado e meus outros filhos estavam sendo enviados para casa, numa van fretada pelo prefeito da minha cidade. O corpo de minha sogra também estava sendo liberado. Depois, falei com a médica plantonista sobre o caso do Leonardo e ela disse para que eu fizesse a transferência dele imediatamente, pois quem opera do baço precisa estar numa UTI e que se ele passasse mal naquele lugar não haveria recurso. Desesperei-me e somente às 15h é que consegui liberação para transferi-lo. Quando meu cunhado me ligou dizendo que já estavam vindo para Teresina eu chorava muito. Fui então internado. Meu filho chegou a Teresina por volta das 23h, sem papai e sem mamãe. Aquele homenzinho não conhecia ninguém naquela cidade e foi recebido pela Marineide e pelos irmãos da RCC.

O hospital em que o Leonardo foi internado ficava longe de onde estávamos. Fiquei sabendo depois que para ele ser internado o hospital exigiu caução de vinte mil reais, o que foi feito pela Marineide. No outro dia cedo, me dei alta e saí às pressas para vê-lo. Quando cheguei lá na UTI ele abriu só um olhinho e sorriu para mim, dizendo: “papai!” Não me contive e disparei a chorar. Chorava de alegria, de tristeza e de preocupação com medo de que ele ficasse cego, pois não abria um dos olhos.

Liguei para casa e fiquei sabendo que havia sido feita uma mobilização e que toda RCC do Estado do Pará estava em corrente de oração. Soube ainda que minha casa estava sendo preparada pelos irmãos da RCC para receber meus filhos que estavam de volta e também o corpo de minha sogra. Havia uma multidão que tomava conta da rua de acesso à minha casa. Fui à capela daquele hospital, ainda muito magoado com Deus e, num momento de paz interior, Deus me falou: “filho, Eu estava com você naquele acidente, Eu coloquei a mão sobre você e sua família e os protegi. Quando você chegou à cidade de Tutum, Eu já estava lá. Na estrada para Caxias carreguei sua esposa nos braços e quando vocês chegaram a Caxias, Eu já estava lá. Quando chegaram a Teresina, Eu já estava lá. Eu estou em cada uma dessas pessoas que os acolheram e onde quer que você esteja Eu estarei com você”.

Naquele momento eu podia ver cada pessoa que nos acolhia. Os irmãos da RCC de Teresina, que não nos deixaram um só momento, fazendo rodízio dia e noite no hospital. Após a alta de minha esposa, que não tinha como se locomover, fomos acolhidos pela família abençoada de dona Célia e seu Gomes, os pais de Micaelle, amiga da Fernanda. E em minha casa em Conceição do Araguaia, da mesma forma, cuidaram dos meus filhos durante os 15 dias em que ficamos fora.

Meu Deus! Descobri com essa tragédia o valor da solidariedade e de uma simples visita aos doentes em um hospital. Revelou-se uma RCC solidária que se preocupa com os irmãos. Tenho o maior orgulho de fazer parte desse Movimento. Obrigado! Deus abençoe a todos vocês.

terça-feira, 23 de março de 2010

O Poder da Oração

Oi povo santo!! A paz de Jesus....
Nas minhas "andanças" pela internet, encontrei essa histórinha, que sinceramente, me arrepiei muito ao ler.
Depois dela, todas as vezes em que sentir necessidade de rezar por alguém, eu irei parar tudo e rezar, e eu tenho certeza, que você também vai fazer isso, de agora em diante.


"Enquanto
eu servia em um pequeno hospital, na África, a cada duas semanas eu ia, de bicicleta, por dentre a selva, até uma cidade próxima, para comprar provisões. Esta era uma jornada de dois dias e era necessário acampar à noite, na metade do caminho.
Em uma dessas jornadas, cheguei a cidade, onde planejava sacar meu dinheiro no banco, comprar medicamentos e provisões, e depois iniciar meus dois dias de jornada de regresso ao hospital.
Quando cheg
uei à cidade, observei dois homens brigando e um deles havia sido seriamente ferido. Tratei dos seus ferimentos e ao mesmo tempo lhe falei do Senhor Jesus Cristo. Viajei por dois dias, acampando à noite, e cheguei em casa sem nenhum incidente.
Duas semanas
depois, repeti minha jornada. Quando cheguei a cidade, fui abordado por aquele jovem homem, cujas feridas eu havia tratado. Ele me disse que sabia que eu levava dinheiro e provisões. Prosseguiu dizendo-me: 'Alguns amigos e eu te seguimos até a selva, sabendo que tu ias acampar à noite. Nós planejamos matar-te e tomar teu dinheiro e medicamentos. Todavia, justamente quando íamos atacar teu acampamento, vimos que estavas protegido por 26 guardas armados'.
Então comecei a rir e lhe disse que com certeza eu estava sozinho no acampamento, no meio da selva. O jovem home
m apontou em minha direção e me falou: 'Não, senhor, não estavas só, pois vi os guardas. Meus cinco amigos também os viram e nós os contamos. Por conta desses guardas, nos assustamos e te deixamos tranqüilo'.
Quando da sua volta o missionário contou isso no sermão, um dos homens da igreja se pôs em pé, interrompeu a mensagem e lhe perguntou se ele poderia dizer exatamente em que dia isso se sucedeu. O missionário contou à congregação o dia e então o homem que lhe interrompeu e contou esta história:
'Na noite do teu incidente na África aqui era manhã e eu estava me preparando para ir jogar golfe. Estava a ponto de sair de casa quando senti a urgência de orar por ti. De fato, a urgência do Senhor era tão forte que chamei vários homens da igreja para encontrar-mo-nos aqui, no santuário, para orar por ti.
Poderiam os homens que se reuniram comigo aqui naquele dia, porem-se de pé?'
Então todos os homens que se reuniram naquele dia se puseram de pé. O missionário ficou surpreso quando aquele homem começou a conta-los. Eram 26."
Fonte: www.paideamor.com.br

sexta-feira, 12 de março de 2010

Deus cuida de nós

Salette Ferreira, ao perder um bebê, testemunha sua confiança em Deus

Viver sob o cuidado de Deus, não significa que não passaremos por dores ou tribulações, mas que apesar disso, Ele cuida de nós e nos ampara nos sofrimentos. É exatamente como eu canto: "Deus cuida de mim, mesmo que eu não veja, mesmo que eu não perceba. Deus está comigo, porque Ele me ama..."

No princípio deste mês, fiz um ultra-som para ouvir o coração do bebê, pois estava grávida de quase três meses. Estávamos todos na sala, ansiosos para escutá-lo. De repente, pela expressão do rosto da médica, vi que algo estava errado, então veio a notícia: "Infelizmente, não há batimentos cardíacos. O embrião não cresceu, há uma má formação. Desculpe-me, mas não há outra forma de lhe dizer: é óbito embrionário, sinto muito..."

Fiquei, ali, na maca, meio paralisada com o resultado. Em seguida, fomos à médica que me acompanha. Ela viu o exame e me disse: "Temos de marcar a curetagem para a semana que vem". Eu tinha alguns compromissos naquele final de semana, e ela me disse que eu fosse sem problemas. Fui para casa com muita dor na alma. Um sentimento de perda de alguém muito íntimo, a quem não tive chance de ver, abraçar, colocar no colo.

Um vazio interior por uma história de amor que foi interrompida por uma falha da natureza. Não conseguia dormir, então liguei a TV Canção Nova, estava sendo exibido o Programa "Direção Espiritual", com Padre Fábio de Melo, por quem tenho um grande carinho. Ele falava sobre o amor de sua mãe, chorei muito, pois imaginei que o filho a quem perdi, num aborto natural, poderia ser como ele: um sacerdote que consola a tanta gente com sua sabedoria e seu canto.

Agradeci muito a Deus pelo tempo em que pude gerar aquela vida para Ele e mais uma vez contemplei, nesse fato, a mão amorosa d'Ele que cuida de nós. "Não há o que temer e nem desanimar, Deus está conosco". Com a liberação médica, fui desempenhar a minha missão naquele final de semana.

A minha dor não era mais forte que o meu desejo de realizar a vontade de Deus, servindo-O naquele retiro em Lavrinhas/SP e animando o Kairós de Cura Interior do dia seguinte. Eu sabia que não podia fazer mais nada pelo meu bebê. Mas podia, sim, colocar-me à disposição do Senhor, para que Ele fizesse maravilhas no coração das pessoas que estavam ali, ou assistindo em casa. Ao sair do Kairós, já estava com sinais de sangramento, liguei para a médica e fui internada no mesmo dia. No hospital, tomei soro com uma medicação para expelir o feto.

Foi uma noite de "calvário" e de muitas invocações de Deus e de Nossa Senhora. Ofereci tudo pelo Projeto Dai-me Almas e por aqueles que nos pedem orações. Quando amanheceu, cessaram a dores e eu adormeci. Em seguida, acordei e fui levada à sala de cirurgia, onde recebi anestesia geral e foi feita a curetagem. Voltei ao quarto e pedi a meu esposo, ministro da Eucaristia, que queria muito comungar. Ele trouxe uma religiosa que me deu a comunhão e antes de sair, ela nos disse: "Quero partilhar com vocês que há muita paz neste quarto, há muita paz neste ambiente. Vejo que Deus escolheu vocês para serem sinal de fé para o mundo" e saiu. Fiquei muito emocionada, pois foi o que o Padre Jonas nos disse na homilia do nosso casamento. Marcelo e eu somos um casal que testemunha a fé para o mundo.

Deus falou conosco pela boca daquela irmã, confirmando aquilo que somos e a verdade que cantamos: DEUS ESTÁ CONOSCO, ELE TEM CUIDADO DE NÓS. DEUS CUIDA DE MIM... Partilho tudo isso para a glória de Deus e para que saiba que como você, passamos por sofrimentos, mas podemos cantar a vitória sobre eles, em Cristo Jesus.

Salette Ferreira
salette@cancaonova.com

terça-feira, 9 de março de 2010

Um anjo em minha vida

Oi povo santo de Deus!!! A Paz de Jesus!!
Mais um testemunho de como Deus está sempre presente e atuante em nossa vida!!


"Era uma manhã de feriado em São Paulo, quem conhece esta metrópole pode imaginar o silêncio e a solidão que povoam suas ruas em dias assim... Parece que quase nada se move e as pessoas estão em algum lugar do planeta, menos nas ruas, no trânsito ou no metrô, como acontece em dias comuns. Há um tempo atrás vivi uma experiência no mínimo interessante. Participei de um curso em São Paulo que, por incrível que pareça, teve início numa manhã de segunda-feira, num feriado nacional. Não tive escolha, precisei enfrentar o desafio de pegar ônibus, pedir informações e chegar ao local ainda desconhecido, sozinha. Mas foi exatamente neste dia em que vivi a maior experiência com um anjo em minha vida.

De volta à capital paulista neste final de semana, enquanto passeava pelas ruas, contemplava a beleza arquitetônica da cidade e permitia que a brisa do fim de tarde trouxesse-me às boas recordações e lembrei-me do "anjo". Naquele dia, acordei bem cedo e seguindo as orientações, dirigi-me ao ponto do ônibus. O problema é que tomei a direção contrária a que deveria e como não tinha a quem pedir informações fui seguindo em frente. Andei bastante, até que desconfiada das referências, fui visitada pelo medo e insegurança. Nesse instante, percebi vindo em minha direção um senhor, que caminhava tranqüilo e solitário, como quem não tem pressa. Era a única pessoa que eu encontrara até aquele momento do dia. Sua presença não me causou medo nem dúvidas, como era de se esperar, e sim, paz e segurança. Quando lhe pedi informações, ouviu-me com atenção e fez-me compreender o quanto estava equivocada, oferecendo-me companhia, uma vez que estaria indo na direção que eu deveria seguir.

Hoje, fico imaginando como é que não relutei em segui-lo? O certo é que caminhamos juntos. O retorno pareceu bem mais rápido, alguns comentários sobre o tempo, o feriado ou coisas assim, e o silêncio reinou na maior parte da caminhada.

Chegando ao ponto determinado, avisou-me que eu deveria esperar ali, pois o ônibus logo viria. Conferiu as informações que eu trazia, reforçou as recomendações que já havia me dado e ausentou-se para um ponto ao lado, como se estivesse esperando outro transporte. Chegando o ônibus pelo qual eu esperava, sinalizou com a cabeça que estava certa, entrei e logo procurei assento ao lado da janela, a fim de acenar para ele na saída. Mas, para minha surpresa, já não o enxerguei, o que seria impossível naturalmente, pois não havia lugar onde ele pudesse entrar tão rápido e se tivesse caminhado seria provável enxergá-lo por perto.

Fiquei pensativa, mas precisava seguir meu rumo. O curso, os novos colegas e os acontecimentos do dia roubaram minha atenção do inusitado encontro matinal. Por um bom tempo não passou em minha mente a idéia de que aquele senhor fosse um anjo, até que durante uma conversa com o Professor Felipe Aquino, narrei a experiência e disse-lhe que se aquele homem aparentasse minha idade poderia até ser um anjo, já que a Palavra de Deus afirma que – ao nos criar – o Senhor nos confia um anjo da guarda.

Grande foi minha surpresa quando o professor explicou-me que os anjos de Deus se apresentam de acordo com as necessidades de cada momento. No meu caso, o aspecto de um senhor maduro com os traços de pai, transmitiram-me a segurança que um aspecto jovem como o meu não conseguiria transmitir na ocasião. Aí compreendi a intervenção divina e fiquei muito grata a Deus que, em sua bondade, está sempre conosco. Por amor, o Senhor envia seu socorro por intermédio de vários meios, indo além do nosso entendimento e expectativas. Cabe a nós acolhermos com docilidade e discernimento as suas intervenções e cofiarmos cada vez mais no seu amor.

Talvez você, como eu, já tenha vivido experiências assim e nem se deu conta de que estava sendo ajudado por um anjo... Em todo caso, sejamos gratos ao único Senhor que rege o céu e a terra e move o universo para nos fazer bem. A Ele todo louvor! A você ânimo e confiança, Deus não deixará que você se perca nas estradas da vida. Enviará seu anjo para ajudá-lo!

Dijanira Silva

dijanira@geracaophn.com

sexta-feira, 5 de março de 2010

Foi Jesus quem me salvou!'

Sou Eni Ferreira, tenho 22 anos sou da cidade de Itatiba-SP.

Bom irmãos, no dia 29 julho de 2002, eu saí de casa pela manhã com destino à cidade de Jundiaí para pagar umas contas. Ao sair de casa, sem que percebesse, peguei um livro para ler mais não vi que livro era; meu destino era pagar as contas e me confessar na Catedral de Jundiaí. Era exatamente 9h da manhã, tinha acabado de me confessar, saí da Igreja, quando do nada encostou um rapaz em mim e anunciou que era assalto.

Começamos a andar por um quarteirão quando chegou mais duas pessoas e me colocaram em um carro e me falaram que se tratava de um seqüestro, porém eu não tinha nada: não tinha dinheiro, não sou de família rica, desempregado..., somente vinha na minha mente: “reze, reze e reze!”.

Encapuzado andamos por muito tempo, já não sabia onde estava. Pediram minha senha bancária, um deles brincava de roleta russa com uma arma em minha cabeça, e muito drogado, dava risadas estranhas.

Enquanto um tomava conta do cativeiro que cheirava muito mal – um barraco em uma favela –, outros saíram para sacar o dinheiro; não tinha fome, somente rezava. Era uma segunda feira, e para mim estava tudo muito raivoso, pois eu sabia que dali eu não saía e estava à beira da morte.

Sem saber as horas, os outros chegaram, conversavam entre si, pediram meu telefone e eu neguei, pois não queria que minha família soubesse, pois todos ficariam aflitos. Me pegaram e me colocaram no carro novamente.

Encapuzado mais uma vez, não sabia onde me levavam. Neste tempo todo ia rezando meu rosário e com meu livro em mãos. Percebi que estávamos no centro de São Paulo, pois o barulho era muito alto de carros, metrô, helicóptero... Enquanto dois desceram, dois ficaram comigo no carro. Um deles me indagou, perguntando o que eu tinha em meu bolso. Disse que era um simples terço; então, sem pensar muito, perguntou-me se eu era sacerdote. Imediatamente neguei e falei que era um jovem PHN que procurava viver minha santidade no Senhor. Eles caçoaram de mim.

Já de volta os outros dois – que acredito que um deles era o chefe do bando –, deu a ordem de prosseguir. Andamos por São Paulo por muito tempo.

Esse tal “chefe do bando” pediu-me o livro que estava em minhas mãos. Ele pegou e abriu. Quando abriu o livro deparou com um trecho onde o mosteiro de Santa Clara estava sendo invadido pelos não-cristãos, ai ela foi avisada em seu quarto e simplesmente levantou se na janela de seu quarto o Ostensório com Jesus Sacramentado, ofuscando a visão daqueles que tentavam invadir seu mosteiro e expulsando-os.

Assim foi o que aconteceu com esses bandidos: o livro de autoria de Pe. Jonas Abib – “EUCARISTIA NOSSO TESOURO” – era o que estava em minhas mãos, que na capa tem a foto de Nosso Senhor no Ostensório, fez com que eles me liberassem, em uma avenida de São Paulo, e dizendo para mim que foi Jesus que me salvou, ainda usaram de sua providência dando-me sete reais para chegar de ônibus até Jundiaí.

Dizemos, irmãos amados, Viva Jesus Sacramentado!

Te amo, meu Jesus!

Eni Ferreira - Itatiba – SP
phnvivo@bol.com.br

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Testemunho

E pra nossa 2ª postagem, vamos conhecer o testemunho da Eliana Ribeiro, essa grande mulher, cantora, missionária, que é um exemplo de como Deus nos ama e nunca, nunca mesmo, nos abandona...



O Deus da vitória me resgatou
Eliana Ribeiro

"Acorda! Acorda com toda a força, braço do SENHOR! Acorda, como nos tempos passados, acorda, como nas eras antigas. Acaso não és aquele que derrotou o dragão, que venceu o monstro marinho? Acaso não és aquele que secou o mar, as águas imensas do abismo? Não és aquele que fez no mar um caminho para os libertados passarem? Agora voltam os que o SENHOR resgatou e chegam a Sião cantando hinos. Vêm carregando uma alegria sem fim, festa e alegria são a sua bagagem, o medo e a tristeza ficaram para trás. Eu, eu mesmo sou o vosso consolador! E tu, então, para que teres medo de um mortal, de criatura humana, que acaba igual à erva? Tu te esqueces do SENHOR, teu criador, que estendeu o céu e lançou os alicerces da terra. Tu continuas tremendo todo dia, ante a violência de quem te explora, como se ainda fosse capaz de te destruir. Mas, agora, onde está a fúria do opressor? Logo sairá livre aquele que anda cabisbaixo, não há de ir morto para a cova e nunca mais lhe faltará o alimento. Sou eu, o SENHOR teu Deus, aquele que balança o mar e provoca o fragor das ondas. ( Seu nome é SENHOR dos exércitos. ) Coloquei minhas palavras em tua boca e à sombra da minha mão te resguardei, quando ainda estendia o céu, lançava os alicerces da terra e dizia a Sião: 'Tu és o meu povo'" ( Isaías 51, 9-16).

Você que veio com tristeza no coração, hoje pode sair daqui levando fé e alegria. O Senhor recuperou você. Não foi simplesmente uma vinheta de carnaval [que o trouxe aqui], foi o Senhor que foi à sua cidade resgatar você. O Senhor o seduziu e usou da Canção Nova para recuperá-lo. Agradeça ao Senhor por não desistir de você. Todos podem ter desistido, mas o Senhor não desiste de você. Espera n'Ele, pois Ele jamais o deixará.

É preciso reconhecer este amor infinito do Senhor, senão você não aguenta.

Eu nasci à luz de velas. Quando nasci o cordão umbilical estava em volta do meu pescoço, fiquei algum tempo no hospital até que pude sair. Desde meu nascimento, assim como o Senhor tinha feito um plano para mim, o demônio também estava ali querendo roubar a minha vida. Mas como o Senhor é mais forte e sempre esteve comigo.

Quando comecei a estudar o padre ia à escola aplicar a catequese, pois ainda não havia uma igreja em minha cidade e eu comecei a frequentá-la [a catequese]. Meus pais trabalhavam muito e minha infância foi sempre aos cuidados de uma tia. Quando eu tinha 11 anos, por conta de ter começado muito nova na igreja, viram meu desempenho e me deixaram fazer a Primeira Eucaristia com essa idade. Passei a frequentar o grupo de adolescentes e comecei a sair à noite depois dos grupos. Nessas festas “rolava” bebidas. Comecei a chegar tarde em casa e isso começou a causar muita confusão familiar.

Aquilo foi desmontando minha família. Eu brigava muito com minha mãe. Eu nunca gostei muito de cerveja e por isso bebia bebidas mais fortes. Era tanta briga, tanta coisa contra mim que queria aliviar de alguma forma e fazia isso na bebida. Eu tinha “amigos” que bebiam comigo e depois me largavam caída no chão. Meu pai pegava meus irmãos e saía para me procurar, pois eu saía e não voltava, passava à noite na rua.

"O sofrimento existe e chega sem pedir licença. Precisamos deixar Deus agir!"
Foto: Wesley Almeida
Minha mãe começou a rezar e a pedir que Nossa Senhora me acompanhasse, pois eles já não estavam conseguindo mais. Quantas vezes eu fui ao hospital tomar glicose... Comecei a ter insônia, fui ao médico e comecei a tomar remédios para dormir. Comecei a fumar e tive uma crise horrível, no hospital disseram que estavam com suspeita de que eu havia adquirido pneumonia. Comecei a misturar bebida e medicamentos. Na escola eu simulava uma tosse para poder tomar o xarope e ficar calma dentro da sala de aula. Isso estava se tornando um vício.

A escola chamou meus pais para dizer que eu estava me envolvendo com drogas e ia acabar repetindo de ano. Foi o que aconteceu. Isso foi uma vergonha para mim. Tudo que eu tinha conquistado estava indo para o lixo. Então, eu disse para mim mesma que eu iria mudar de vida.

Dentro desse tempo minha mãe foi se confessar e disse para o padre que não sabia mais o que fazer. O sacerdote disse-lhe que comprasse uma imagem de Nossa Senhora e a colocasse no meu quarto, para que eu soubesse que tinha uma mãe na terra e uma no céu. Todas as vezes em que eu chegava em casa, bêbada, havia um bilhetinho ao lado da imagem dizendo que meus pais me amavam e Deus também. Meus pais encontraram, na Igreja, a força de que eles precisavam.

Diante dos meus pecados Deus encontrou uma forma de mudar toda minha família, de levar todos para Ele. Eu comecei a melhorar. Até que chegou o carnaval e conheci um rapaz. Acabei me entregando a ele. O rapaz era usuário de drogas e quando a gente saía eu me perdia. Começou tudo de novo.

Então, minha mãe ouviu dizer que na minha cidade ia haver um encontro de jovens e ela queria que eu fosse nesse encontro. Na sexta-feira, que antecedia o encontro, eu pedi que ela me deixasse sair e ela não deixou. Eu disse que ficaria em casa e eles foram para o aniversário de minha avó. Quando eles saíram achei um pouco de vinho, mas como era pouco, peguei o álcool de limpeza e misturei com vinho. Tomei toda aquela garrafa. Comecei a passar muito mal. Senti que algo estava errado, fui até a imagem de Nossa Senhora e comecei a rezar. Nisso, perdi minha visão, caí no chão, comecei a gritar chamar por Jesus porque eu estava morrendo. Consegui chamar uma amiga que me levou para o hospital. Os médicos disseram que eu tinha chegado ao limite.

No outro dia, eu acordei como se nada tivesse acontecido, fui até a cozinha e pedi que minha mãe me levasse para aquele encontro. Eu fiz um propósito de ficar sozinha naquele encontro. Não aguentava mais aquela vida. Na hora do intervalo liguei para aquele meu namorado e ele terminou comigo porque disse que eu era doida. Voltei para o ginásio aborrecida pelo que ele me disse. Antes da Santa Missa, o padre pegou o microfone e disse: "Muitos jovens que estão aqui estão perdidos, mas Deus quer curá-los”. Parece que ele estava falando exatamente o que eu vivia. Continuou dizendo: "Jesus quer revelar no seu coração quem mais o magoou e você irá perdoá-lo, pois a partir daí o Senhor entrará em sua vida".

Chorei muito e comecei a orar em línguas e naquele momento eu tive a imagem dos meus pais. A ausência deles foi o que me afetou, sentia um vazio, era para eles que eu tinha de dar o perdão. Eu disse, na oração, que eu os perdoava e também lhes pedia perdão. O padre pediu que nós abríssemos os olhos e abraçássemos quem estava do nosso lado. Esse abraço iria para aquela pessoa que eu tinha perdoado. Quando olhei para o lado vi meus pais vindo em minha direção. Minha mãe sentiu que deveria ir ao encontro. Precisava ser daquele jeito.

Na terça-feira daquela semana eu fiz alguns exames para ver como estava uma gastrite que eu tinha por conta da bebida e depois dos exames eu soube que tinha sido curada. Depois daquilo eu só queria Deus. Toda semana eu me confessava, pois achava que eu era a pior pessoa do mundo. Comecei a participar da Eucaristia, a ler a Bíblia. Fui retomando minha vida. Como foi importante o acolhimento quando vivi uma experiência com Deus!

Os meus antigos amigos foram se afastando e foram dando lugar aos meus amigos de oração. Entrei na faculdade, fui dar catequese, comecei a cantar e pedi a Nossa Senhora que colocasse um homem de Deus em minha vida. Eu esperei este homem por 7 anos, até chegar à Canção Nova.

Mergulhando em Deus, um dia, eu vim a Aparecida e ouvi uma homilia sobre vocação de vida consagrada em uma comunidade. Isso me tocou. Deus me propôs que eu deixasse tudo e me consagrasse a uma comunidade. Comecei a conhecer a Canção Nova. Em 1999 eu entrei para a comunidade. Só Deus mesmo para fazer algo assim na minha vida.

Conheci o Fábio, começamos a namorar. Como queria que ele conhecesse meus pais fomos passar o Natal com minha família. E no dia 28 eu precisava estar na Canção Nova e meus pais nós trouxeram de carro. O nosso carro capotou. Fui para um hospital, quebrei a bacia, a clavícula, o braço, o punho e o pé. Fiquei toda quebrada. O Fábio também ficou muito machucado. Minha mãe também se machucou muito. Mas meu pai havia falecido. Eu não acreditava, passou um filme na minha cabeça. Pedi força para Deus, pois senão eu não iria aguentar.

Eu iria precisar de oito meses de tratamento e só pedia força para Jesus. As pessoas dos grupos de oração da cidade começavam a me visitar e a rezar comigo. Eu recebia Jesus Eucarístico todos os dias. Era possível sofrer e ainda sorrir. É possível, sim, é a força de Deus em nossas vidas. O Senhor mais uma vez venceu em minha vida. Três meses depois do acidente eu voltei para a Canção Nova, o que era para durar oito meses acabou em três [o tratamento].

O sofrimento existe e entra na nossa vida sem pedir licença. Precisamos deixar que Deus nos cure e aja em nossas vidas. Quem abraça a cruz é mais que vencedor. Estamos juntos nessa luta! Você vai conseguir, porque eu consegui. Olhe tudo pelo que eu passei para estar aqui; você também vai conseguir! Eu posso passar por algum sofrimento, mas a gente tem na bagagem festa e alegria porque nós sabemos de onde Deus nos tirou. Aguente firme! Abra o seu coração.